
Por Ana Silvia Monzón
Arte: Sombrasoy
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Con una luna llena esplendorosa
se despidió mayo
aún caluroso
pidiendo lluvia
para las nuevas siembras
de maíz
y de conciencias
se acerca junio
con el recuerdo de fechas de ignominia,
de un 27 que marcó la tragedia
de la primavera rota
de un mil novecientos ochenta
año aciago
que registra una escalada
de violencia impune:
desapariciones, torturas, exilios
de sindicalistas, estudiantes, campesinos
profesoras, religiosos y creyentes
cualquier persona disidente
que demandara derechos y justicia
Junio es luto
pero también resistencia
memoria de lucha perseverante
aún contra las peores dictaduras
como la maestra María Chinchilla
que sigue siendo referente
de los ideales que anidan
entre quienes sueñan
con otros mundos posibles
como ahora ante la amenaza latente
de perder a la USAC tricentenaria
frente a un entramado del mal
que devora a la academia
coarta el pensamiento libre
el derecho a la palabra
y a la educación universitaria,
que pretende borrar la historia
de estudiantes y docentes
que han cultivado las ciencias
a la par de la conciencia
de la injusticia en esta tierra tan dolida
¡nos negamos a aceptar esta afrenta!
reivindicamos el derecho a la protesta
a recuperar la dignidad sancarlista
para las generaciones que merecen otra historia.

Junho de memória e rebeldia
Por Ana Silvia Monzon
Arte: Sombrasoy
Tradução ao português: Rafaela Vasconcellos
Com uma lua cheia esplendorosa
despediu-se maio
ainda quente
pedindo chuva
para as novas plantações
de milho
e de consciências
aproxima-se junho
com a lembrança de datas de ignomínia,
de um 27 que marcou a tragédia
da primavera partida
de mil novecentos e oitenta
ano nefasto
que registra uma escalada
de violência impune:
desaparecimentos, torturas, exílios
de sindicalistas, estudantes, camponeses
professoras, religiosos e fiéis
qualquer pessoa dissidente
que demandasse direitos e justiça
Junho é luto
mas também resistência
memória de luta perseverante
mesmo contra as piores ditaduras
como a professora Maria Chinchilla
que continua sendo referência
dos ideais que se aninham
entre quem sonha
com outros mundos possíveis
como agora diante da ameaça latente
de perder a USAC tricentenária
perante uma teia do mal
que devora a academia
coíbe o pensamento livre
o direito à palavra
e à educação universitária,
que pretende apagar a história
de estudantes e docentes
que cultivaram as ciências
lado a lado com a consciência
da injustiça nesta terra tão sofrida
Negamo-nos a aceitar esta afronta!
Reivindicamos o direito ao protesto
a recuperar a dignidade sancarlista
para as gerações que merecem
outra história.


