Ilustração: Amanda Martínez Elvir

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O Brasil ultrapassou o número oficial de 200 mil mortes por COVID-19 e nos primeiros dias do ano já supera as mil mortes por dia. Os números são noticiados com espanto por toda a parte, dentro e fora do país.

O desgoverno do genocida que atualmente preside o Brasil é questionado, perde apoio popular, declara na TV que o país está quebrado, que ele não pode fazer nada e ainda assim não cai. 

Existe uma pequena tropa torpe que o apoia e ela cresce, não nos enganemos, mas ainda é pequena em relação ao conjunto das pessoas que seguem dia a dia buscando modo de comer e pagar o aluguel. 

Mas porque o governo não cai?

A enorme maioria da população brasileira tem suas energias absorvidas na luta pela sobrevivência, cada vez mais difícil.  

Em 2012 a violência desabou sobre as famílias despejadas do Pinheirinho e no mesmo ano realizávamos (um conjunto de movimentos e entidades) o Tribunal Popular da Terra na Zona Sul de São Paulo, denunciando o genocídio das populações tradicionais, dos povos originários e do povo preto e periférico. Em 2013 lutávamos nas ruas, contra o aumento dos transportes e depois, contra a extrema direita que avançava na cooptação da revolta popular. Em 2015 estivemos em Caravana solidária aos Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul e no ano seguinte foi sancionada a lei antiterrorismo, meses antes de Michel Temer assumir a presidência, depois do Impeachment. Em 2017 nasce a Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio, genocídio secular, é bom que se diga. Em 2018 o atual presidente genocida ganha as eleições. 

É difícil e trabalhoso manter-se vivo para quem nasceu pobre. Muitas vezes é melhor nem pensar… e isso explica tantas coisas.

É uma crise seguida de outra, uma grande crise rastejante, como dizia Vito Letizia.

Mas porque o governo não cai?

Não cai porque este não é um governo em crise, é um governo alinhado com as necessidades do capitalismo internacional no Brasil e o capitalismo não está em crise, ele está em plena reconfiguração: encontra possibilidade de avançar um patamar a mais, aprofundando a exploração e o extrativismo brutal de tudo o que é vivo. A crise é o respirador mecânico do capital.

O trabalho por aplicativos ou o chamado capitalismo de plataforma expande o seu alcance, englobando quase todos que possuem trabalho formal. De modos diversos, a realização do trabalho em modo digital traga cada vez mais segmentos de trabalhadores formais para a ciranda dos que pagam pela estrutura que utilizam para ser explorados, disponibilizando suas casas, motocicletas, celulares, dados e conexões. Nem todos, no entanto, possuem estas estruturas e já são muitos os milhões de supérfluos, dando a razão Ailton Krenak quando diz que o capital pode prescindir de metade da população mundial (1).

Para batalhões de homens, mulheres e crianças – que já figuram há anos sem estabilidade no emprego, precarizadas, informais, desempregados, ambulantes, aposentados e outras – o aprofundamento do patamar de exploração significa outra coisa. Como não possuem as estruturas necessárias para ser explorados essa gente pode ser descartada e, de fato, já temos sido. Este é o papel do aumento de uma letalidade policial durante a pandemia, para uma polícia que já figurava entre as mais letais do mundo (2). Demonstra-se um plano bastante alinhado com o fato de que o estado de São Paulo teve uma nova ação com pedido de despejo a cada 22 minutos, no mesmo período (3).

Mas a pandemia é apenas o acelerador de necroses em curso e tanto permite o rápido enlace de mais pedaços de trabalho para os aplicativos quanto também aumenta a população que deve ser eliminada. Os que não possuem estruturas disponíveis à exploração precisam ser descartados sob a alegação de que são peso morto para um sistema produtivo.

A pandemia

Um dos países mais afetados pela pandemia é também um dos países mais desiguais do mundo. No Brasil, em mais de 20 milhões de residências as pessoas enfrentam a falta de água potável. 25 milhões de pessoas vivem em favelas e das 759 mil pessoas presas, 2 em cada 3 são negras (4). Parte da população encarcerada trabalha, não protegida pela CLT mas em situação definida pela Lei de Execuções Penais e mesmo assim, em sua maioria, recebem menos do que a LEP obriga. 

O que significa aprofundar o grau de depredação nas vidas destas pessoas?

Significa a morte, e é o que estamos assistindo. O sistema aumenta a voltagem da esteira, que gira com maior velocidade. Corremos o dobro para não cair e mal podemos olhar para todos os que caem, sem suportar o ritmo. 

Não é o capitalismo que está em crise, o que está em crise é a humanidade, é o que chamam de marco civilizatório, como nas guerras mundiais.

Não é possível seguir acreditando que isenções são possíveis. Na realidade, tornam-se intoleráveis. Não há ninguém que esteja isento do que será de nós. Ao mesmo tempo, é preciso perceber que a depender de onde nos situamos na cadeia alimentar do capital, algo diferente é exigido de nós e quem possui mais condições precisa assumir maiores compromissos com isso que chamam futuro.

Não existe neutralidade em nada, ela é uma ficção das cabeças humanas, não existe na realidade e é preciso se posicionar – inclusive com o corpo – sobre os que estão sendo lançados na centrífuga e moídos como carne humana para alimentar a máquina.

A vacina

Um levantamento da Oxfam (5) declarou em setembro que o pequeno grupo de países que representa 13% da população mundial já havia comprado mais da metade de doses futuras das nove principais vacinas candidatas à aprovação contra a COVID-19.

Mas o norte global também vive no sul e há alguns dias a Associação Brasileira de Clinicas de Vacina (ABCVAC) divulgou que está em negociação com a Bharat Biotech para a compra de 5 milhões de doses da vacina indiana(6).

Decisões políticas têm sido tomadas a todo momento em relação à vacina. Nunca antes as pessoas estiveram tão interessadas em saber como funciona a pesquisa e as fases de aprovação de imunizantes ou medicamentos. Mas é proibido por cláusulas contratuais que saibamos os preços – como se noticiou quando Eva De Bleeker, do governo Belga, divulgou-os por engano no twiter.

Já são mais que 200 mil mortes, já são mais que mil mortes diárias, já são meses de corrosão nas comunidades vulnerabilizadas e nós não temos um Plano Nacional de Imunização em curso, nem acordos firmados para a garantia de vacinas para todos. Aliás, não temos ministro da saúde e o presidente é este, que realiza exatamente aquilo que se alinha aos interesses do capital internacional no Brasil: eliminar o refugo humano. Grande parte do refugo humano está nos países colonizados e o Brasil é dos mais populosos; muita gente precisa ser descartada por aqui.

As disputas envolvendo vacina e as próximas eleições presidenciais são disputas políticas. Bolsonaro faz política, João Dória também. Toda a propagação de fake News e toda retórica xenofóbica em relação à China é política. Toda a extrema direita está fazendo política. A direita tradicional (que agora, diante de Bolsonaro, resolveram chamar de centro) está fazendo política. Só nós estamos abdicando de fazê-la e temos perdido com isso, desde 2013 ou mesmo desde muito antes.

Quando nos retiramos da disputa o outro lado ganha, não há brechas, não existe vácuo na política. Há tempos as esquerdas no Brasil vêm recuando; há tempos a defesa de pretensas neutralidades (como as do estado, das leis ou da ciência), onde puderam se abrigar alguns poucos, é uma hipocrisia que não abandona os privilégios que diz condenar. 

Quem possui melhores condições precisa se comprometer ainda mais com o que será de nós; um novo marco civilizatório está sendo gestado agora mesmo.

A vacinação é política, é uma decisão que tomaremos, é um debate a fazer sobre a necessidade de preservação da vida em primeiro lugar, precisa ser um debate sobre isso, nos posicionando e agindo em coerência com aquilo que professamos desejar para o mundo. 

São políticas as decisões sobre a vacina porque têm sido sempre políticas as decisões sobre quem deve viver e sobre quem deve morrer, assim como também é uma decisão política não fazer nada e seguir apenas diagnosticando. 

Quem será vacinado? Haverá vacinas para todos? O que será da população mais vulnerabilizada? Ela vai viver ou ela vai morrer? Qual é o pacto vital que somos capazes de produzir?

Não existe normalidade para onde regressar e é fundamental lembrar a todo momento que mesmo a normalidade que conhecíamos consistia numa vida infernal para a maior parte da população. Ao mesmo tempo, a “pós-normalidade” está sendo decidida em todo momento do presente e qualquer neutralidade ou isenção significa o fortalecimento do que há de mais retrógrado, fascista e violador.

A decisão da vacina é política. O que nós precisamos é discutir qual a política que defendemos, qual é o mundo que a política que defendemos produz e agir. É preciso informar e comunicar-se, com a ciência saindo do lugar confortável e despreocupado de falar entre cientistas, importando-se um pouco mais com o fato de as pessoas compreenderem ou não o significado e implicações de suas descobertas. 

Nós temos recuado da disputa, queiramos ou não, a discussão é política e acontecerá com ou sem a nossa participação e devemos lembrar que quando recuamos cedemos posições ao que há de mais conservador. 

O governo não cai porque precisa ser arrancado de lá.

(1) https://www.cartacapital.com.br/sociedade/ailton-krenak-proxima-missao-do-capitalismo-e-se-livrar-de-metade-da-populacao-do-planeta

(2) https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/07/letalidade-policial-bate-recorde-e-homicidios-durante-a-pandemia-em-sp.shtml

(3) https://fiquemsabendo.com.br/habitacao/despejo-sp/

(4) https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/10/19/em-15-anos-proporcao-de-negros-nas-prisoes-aumenta-14percent-ja-a-de-brancos-diminui-19percent-mostra-anuario-de-seguranca-publica.ghtml

(5) https://www.oxfam.org/en/press-releases/small-group-rich-nations-have-bought-more-half-future-supply-leading-covid-19

(6) https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55554353

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Ilustración: Amanda Martínez Elvir

¿La “politización” de la vacuna o la despolitización de la política?

Por Helena Silvestre

Brasil superó la cifra oficial de 200 mil muertes por COVID-19 y en los primeros días del año ya supera las mil muertes por día. Las cifras se informan con asombro en todas partes, dentro y fuera del país. 

Se cuestiona el desgobierno del genocida que preside Brasil, este pierde apoyo popular, declara en TV que el país está en quiebra, que no puede hacer nada y aún así no cae. 

Hay una pequeña tropa de torpes que lo apoya y crece, no nos equivoquemos, pero aún así es pequeña en relación al grupo de personas que día a día siguen buscando como poder comer y pagar la renta.

Pero, ¿por qué no cae el gobierno?


La gran mayoría de la población brasileña tiene sus energías absorbidas en la lucha por la sobrevivencia, que es cada vez más difícil.

En 2012, la violencia colapsó sobre las familias desalojadas de Pinheirinho y en el mismo año realizamos (un grupo de movimientos y entidades) el Tribunal Popular de la Tierra en la Zona Sur de São Paulo, denunciando el genocidio de poblaciones tradicionales, pueblos originarios y del pueblo negro y periférico. En 2013 luchábamos en las calles, contra el aumento del transporte y luego, contra la extrema derecha que avanzaba en la cooptación de la revuelta popular. En 2015 estábamos en una caravana solidaria con los guaraníes Kaiowá, en Mato Grosso do Sul y al año siguiente, se sancionó la ley antiterrorista, meses antes de que Michel Temer asumiera la presidencia, a raíz del Impeachment. En 2017 nace la Red de Protección y Resistencia contra el Genocidio, donde cabe decir que éste es secular. En 2018 el actual presidente genocida gana las elecciones.

Es difícil y da mucho trabajo mantenerse con vida para quien nace pobre. A menudo es mejor no pensar … y eso explica muchas cosas.

Es una crisis tras otra, una gran crisis que se viene arrastrando, como decía Vito Letizia.

Pero, ¿por qué no cae el gobierno?

No cae porque este no es un gobierno en crisis, es un gobierno alineado con las necesidades del capitalismo internacional en Brasil y el capitalismo no está en crisis, está en plena reconfiguración: encuentra la posibilidad de ir un paso más allá, profundizando la exploración y la brutal extracción de todo lo que está vivo. La crisis es el respirador mecánico del capital.

El trabajo por aplicaciones o el llamado capitalismo de plataforma amplía su alcance, abarcando a casi todos los que tienen trabajo formal. De diferentes maneras, realizar el trabajo de forma digital acercará cada vez más a segmentos de trabajadores formales al círculo de quienes pagan por la estructura que utilizan para ser explotados, poniendo a disposición sus hogares, motocicletas, celulares, datos y conexiones. No todo el mundo, sin embargo, tiene estas estructuras y ya hay millones de superfluos, dando la razón a Ailton Krenak cuando dice que el capital puede prescindir de la mitad de la población mundial (1).

Para los batallones de hombres, mujeres y niños -que llevan años sin estabilidad laboral, precarizados, informales, desempleados, ambulantes, jubilados y otros- la profundización del nivel de explotación significa algo más. Como no tienen las estructuras necesarias para ser explotados, estas personas pueden ser descartadas y, de hecho, ya lo hemos sido. Este es el papel del aumento de la letalidad policial durante la pandemia, para una policía que ya se encontraba entre las más letales del mundo (2). Esto muestra un plan muy acorde con el hecho de que la provincia de São Paulo registró una solicitud de desalojo a cada 22 minutos en el mismo período(3).

Pero la pandemia es solo el acelerador de la necrosis ya en curso y permite vincular rápidamente más piezas de trabajo a las aplicaciones y también aumenta la población que debe eliminarse. Aquellos sin estructuras disponibles para la exploración deben ser descartados con el argumento de que son un peso muerto para un sistema productivo.

La pandemia

Uno de los países más afectados por la pandemia es también uno de los países más desiguales del mundo. En Brasil, en más de 20 millones de hogares, las personas se enfrentan a la falta de agua potable. 25 millones de personas viven en barrios marginales y de las 759.000 personas detenidas, 2 de cada 3 son negras (4). Parte de la población encarcelada trabaja, no amparada por la CLT (Consolidación de Leyes del Trabajo) pero en una situación definida por la Ley de Ejecuciones Penales (LEP), y aun así, la mayoría de ellos, reciben menos de lo que obliga la LEP.


¿Qué significa profundizar el grado de depredación en la vida de estas personas?

Significa muerte, y eso es lo que estamos viendo. El sistema aumenta el voltaje de la correa, que gira con mayor velocidad. Corremos el doble para evitar caernos y siquiera podemos mirar a todo el que cae, sin poder mantener el ritmo.

No es el capitalismo el que está en crisis, lo que está en crisis es la humanidad, es lo que llaman un marco civilizatorio, como en las guerras mundiales.

No podemos continuar creyendo que las exenciones son posibles. En realidad, se vuelven intolerables. No hay nadie que esté exento de lo que será de nosotros. Al mismo tiempo, es necesario darse cuenta que dependiendo de dónde estemos en la cadena alimenticia del capital, se exigen distintas cosas de nosotros y quien tiene más condiciones necesita asumir mayores compromisos con aquello que llaman de futuro.

No existe neutralidad en nada, ella es una ficción de cabezas humanas y no existe en la realidad. Tenemos que posicionarnos –incluso con el cuerpo– sobre los que están siendo arrojados a la centrifugadora y se muelen como carne humana para alimentar la máquina.

La vacuna

Un informe de Oxfam (5) indicó en septiembre que el pequeño grupo de países que representa el 13% de la población mundial ya había comprado más de la mitad de las dosis futuras de las nueve vacunas principales que fueron candidatas a la aprobación contra COVID-19.

Pero el norte global también vive en el sur y hace unos días la Asociación Brasileña de Clínicas de Vacunas (ABCVAC) anunció que está negociando con Bharat Biotech la compra de 5 millones de dosis de la vacuna india (6).

En todo momento se han tomado decisiones políticas sobre la vacuna. Nunca antes las personas estuvieron tan interesadas en cómo funcionan la investigación y las fases de aprobación de inmunizadores o medicamentos. Pero las cláusulas contractuales prohíben que conozcamos los precios, como se informó cuando Eva De Bleeker, del gobierno belga, los publicó por error en Twitter.

Ya hay más de 200 mil muertes, hay más de mil muertes diarias, ya son meses de corrosión en las comunidades vulnerables y no tenemos un Plan Nacional de Inmunizaciones en marcha, ni convenios firmados para garantizar vacunas para todos. De hecho, no tenemos un ministro de salud y el presidente es éste, que hace exactamente lo que está alineado con los intereses del capital internacional en Brasil: eliminar los desechos humanos. Gran parte de los desechos humanos se encuentran en los países colonizados y Brasil es uno de los más poblados; mucha gente necesita ser descartada aquí.

Las disputas sobre la vacuna y las próximas elecciones presidenciales son disputas políticas. Bolsonaro hace política, João Dória también. Toda la difusión de noticias falsas y toda la retórica xenófoba sobre China es política. Toda la extrema derecha está haciendo política. La derecha tradicional (que ahora, frente a Bolsonaro, decidió llamar-se centro) está haciendo política. Solo nosotros estamos abdicando de hacerlo y hemos perdido con ello, desde 2013 o incluso mucho antes.

Cuando nos retiramos de la disputa gana la otra parte, no hay escapatorias, no existe un vacío en la política. Las izquierdas en Brasil han estado retrocediendo durante mucho tiempo; la defensa de supuestas neutralidades (como las del Estado, las leyes o la ciencia), donde unos pocos pudieron refugiarse, ha sido durante mucho tiempo una hipocresía que no abandona los privilegios que dice condenar.

Quien tiene mejores condiciones necesita comprometerse aún más con lo que será de nosotros; ahora mismo se está creando un nuevo marco civilizatorio.

La vacunación es política, es una decisión que tomaremos, es un debate a realizarse sobre la necesidad de preservar la vida en primer lugar, necesitamos crear un debate sobre ello, posicionándonos y actuando en coherencia con lo que profesamos querer para el mundo.

Las decisiones sobre vacunas son políticas porque las decisiones sobre quién debe vivir y quién debe morir siempre han sido políticas, al igual que también es una decisión política no hacer nada y solo diagnosticar.

¿Quiénes serán vacunados? ¿Habrá vacunas para todos? ¿Qué será de la población más vulnerable? ¿Vivirá o morirá? ¿Cuál es el pacto vital que somos capaces de producir?

No hay una normalidad a la que volver y es fundamental recordar en todo momento que incluso la normalidad que conocíamos era una vida infernal para la mayoría de la población. Al mismo tiempo, la “pos-normalidad” se decide en todo momento en el presente y cualquier neutralidad o exención significa el fortalecimiento de los más retrógrados, fascistas y violadores.

La decisión de la vacuna es política. Lo que necesitamos es discutir qué política defendemos, qué mundo produce la política que defendemos y actuar. Es necesario informar y comunicarnos, haciendo que la ciencia deje el lugar cómodo y despreocupado de hablar entre científicos, y se preocupe un poco más por si la gente comprende el significado y las implicaciones de sus descubrimientos.

Nos hemos retirado de la disputa pero nos guste o no, la discusión es política y sucederá con o sin nuestra participación y debemos recordar que cuando nos retiramos cedemos posiciones a los más conservadores.


El gobierno no cae porque necesita ser arrancado de allá. 

(1) https://www.cartacapital.com.br/sociedade/ailton-krenak-proxima-missao-do-capitalismo-e-se-livrar-de-metade-da-populacao-do-planeta

(2) https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2020/07/letalidade-policial-bate-recorde-e-homicidios-durante-a-pandemia-em-sp.shtml

(3) https://fiquemsabendo.com.br/habitacao/despejo-sp/

(4) https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/10/19/em-15-anos-proporcao-de-negros-nas-prisoes-aumenta-14percent-ja-a-de-brancos-diminui-19percent-mostra-anuario-de-seguranca-publica.ghtml

(5) https://www.oxfam.org/en/press-releases/small-group-rich-nations-have-bought-more-half-future-supply-leading-covid-19

(6) https://www.bbc.com/portuguese/brasil-55554353

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