Tradução Rafaela Vasconcellos.

Pela história recente da humanidade, sabemos que nada levou a mais catástrofes do que os regimes ditatoriais. Como sabemos pelo Holocausto, pelo genocídio armênio, pelos genocídios dos colonizadores contra os povos indígenas na América, bem como pelos numerosos massacres em lugares como o Oriente Médio, incluindo o Curdistão, a humanidade teve que enfrentar todo tipo de genocídio, especialmente nos últimos dois séculos.

De acordo com a definição da Convenção das Nações Unidas para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, o termo genocídio se refere a «qualquer um dos seguintes atos cometidos com a intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, tais como: Matar membros do grupo; causar sérios danos físicos ou mentais aos membros do grupo; infligir deliberadamente ao grupo condições de vida calculadas para provocar sua destruição física total ou parcial; impor medidas destinadas a impedir nascimentos dentro do grupo; transferir à força as crianças do grupo para outro grupo ”. A definição amplamente aceita de ditadura descreve a monopolização / concentração de poder nas mãos de um governante para se manter como líder supremo.

Estas definições, de acordo com as normas jurídicas internacionais, nos dão motivos suficientes para sugerir que Erdoğan é um ditador e que deve ser julgado pelos seus crimes. O ditador, que atua como Presidente da Turquia, tem uma mentalidade machista, fascista e racista que visa as mulheres curdas de forma consciente, planejada e específica. Em 18 anos de governo do AKP, Erdoğan se tornou o principal perpetrador do sistema de massacre, assassinato e estupro consciente de mulheres.

Em 29 de outubro de 2009, um projétil explosivo (obus) do exército turco matou Ceylan, de 12 anos de idade, enquanto ela pastoreava ovelhas. Em 9 de janeiro de 2013, Sakine Cansız, Fidan Doğan e Leyla Şaylemez foram assassinadas em Paris pela inteligência turca. Kader Ortakaya foi baleada na cabeça em novembro de 2014, enquanto tentava cruzar para Kobane durante o cerco de Daesh. A jovem ativista Dilek Doğan foi assassinada em sua casa pela polícia em 18 de outubro de 2015.

Em dezembro de 2015, o corpo de Taybet Inan, uma civil morta pelas forças armadas turcas, foi deixado para apodrecer nas ruas durante o toque de recolher em Silopi. Em 4 de janeiro, as mulheres ativistas curdas Seve Demir, Pakize Nayır e Fatma Uyar foram massacradas pelo fogo do exército em Silopi sob cerco do exército. Em 12 de outubro de 2019, a política e ativista Hevrin Xelef foi assassinada por forças islâmicas apoiadas pela Turquia na Operação “Primavera da Paz” do Estado turco em Serekaniye (Ras al-Ain) no norte da Síria. Em junho de 2020, três mulheres curdas ativistas do confederação de organizações Kongreya Star foram mortas em um ataque com drones turcos contra uma casa na aldeia de Helince de Kobane, no norte da Síria. Há muito mais exemplos.

A violência contra as mulheres aumentou em mais de mil por cento na Turquia. O estupro está cada vez mais normalizado. As mulheres são sistematicamente excluídas das esferas políticas (incluindo o encarceramento). Tudo isso além da criminalização do trabalho acadêmico, artístico e profissional.

Nossa memória e nossa raiva estão vivas, porque enfrentamos outro massacre a cada dia. Temos o poder de responsabilizar os perpetradores. Temos razões e provas suficientes para isso. Também temos consciência e fundamentos suficientes para saber que todos esses crimes são de guerra.

Como movimento de mulheres curdas, temos lutado através de campanhas, ações e resistência contra o feminicídio em nosso país. Com nossa campanha «100 razões para julgar o ditador», enfrentaremos o principal perpetrador desses crimes, Recep Tayyip Erdoğan. Sem dúvida, em seus 18 anos no poder, Erdoğan cometeu não 100, mas milhares de crimes. No entanto, como mulheres, decidimos nos concentrar em crimes hediondos, sem o confronto dos quais nossa consciência não pode encontrar a paz.

Não formularemos uma frase como «O número de incidentes e mortes é impossível de contar.» Como mulheres, não condenamos esses crimes apenas com a ajuda das provas que coletamos. Também os condenamos com nossa forma, nossa consciência, nossa postura e nossas reivindicações. Não queremos que Erdoğan seja como os outros, que sempre foram vistos como “líderes do estado” e, como “ditadores”, só depois que seus crimes de guerra foram exposto ou depois que morreram. Queremos que ele seja julgado agora. Nossa lista de crimes de Erdoğan é longa o suficiente e não queremos que fique ainda maior.

Como Movimento de Mulheres Curdas na Europa (TJK-E), queremos coletar 100.000 assinaturas por 100 razões para nos opor ao ditador e seus mercenários, aos militares e à polícia pela violência e injustiça.

Na primeira fase da nossa campanha, nos 104 dias que decorrem entre 25 de novembro de 2020 e 8 de março de 2021, daremos outro “motivo” a cada dia, compartilhando histórias de mulheres que foram assassinadas pelo Estado. Contra o ditador, que a cada dia consegue cometer novos massacres, contaremos a vocês sobre as mulheres assassinadas. Queremos que elas entrem nas páginas da história e na memória da humanidade para sempre.

As assinaturas que iremos recolher constituirão o primeiro passo para lançar as bases do trabalho jurídico, social, político e de ação que empreenderemos nos nossos esforços para perseguir o ditador. Na segunda fase, levaremos nossas assinaturas e os incidentes que registramos e todas as provas que coletamos para a ONU e outras instituições relevantes, para exigir o início do processo de reconhecimento do feminicídio como um crime semelhante ao de genocídio. O fracasso da ONU em fazer o que é necessário encoraja ditadores como Erdoğan, que representam a forma institucionalizada da mentalidade dominada pelos homens.

Cada assinatura que coletemos nos levará a um passo mais perto da perseguição do ditador, enquanto cada voz que levantemos em ação diminuirá o espaço disponível para ditadores.

Você pode agregar força ao nosso poder, sua voz à nossa voz, para eliminar o ditador de nossas vidas, participando desta campanha em https://100-reasons.org/petition/

Erodğan e o AKP deveriam ser julgados por suas políticas feminicidas!

100.000 assinaturas por 100 razões

Há muito tempo, o AKP prometeu democratizar significativamente a Turquia, aplicar as normas do Estado de Direito, resolver questões internas como a questão curda por meios políticos, construir um sistema parlamentar pluralista e democrático, com tolerância zero à tortura e sem problemas com países vizinhos. Durante anos, essas promessas despertaram as expectativas por demandas urgentes de mudança da sociedade. Entre as promessas estava a luta contra o sexismo e pela igualdade de gênero.

Nos 18 anos de governo do AKP, a Turquia não apenas falhou em cumprir essas promessas, como também recuou no tempo de uma maneira sem precedentes.

Junto com seu parceiro de coalizão, o ultra-nacionalista Partido do Movimento Nacionalista (MHP), o governo estabeleceu um regime ditatorial / fascista unipessoal, assumindo o controle de todos os órgãos do Estado, eliminando a liberdade de pensamento e de expressão, transformando o sistema judicial no maior veículo de injustiça e desmantelando a divisão de poderes.

O governo de Erdoğan usa de forma imprudente todos os recursos do Estado contra aqueles que se opõem ao seu governo. Busca eliminar toda oposição por meio de assassinato, prisão, tortura, deslocamento forçado e expropriação. Além disso, silencia as pessoas através de ameaças de demissão, intimidação e chantagem.

Em nível nacional, o governo de Erdoğan transformou o país em uma prisão aberta, um regime de medo com métodos ditatoriais. Paralelamente, o Estado tem recorrido a mais agressões e chantagens em sua política externa como nunca. Embora o governo tenha prometido «zero problemas com vizinhos», o país agora tem problemas com quase todos na região e fora dela. Em sua busca pela hegemonia regional baseada em sonhos neo-otomanos, o AKP lidera guerras na Síria, Iraque e Líbia. Ele freqüentemente usa o ISIS e grupos similares como mercenários para a ocupação. Regularmente usa a chantagem como parte de sua política externa para fazer cumprir sua vontade (o chamado acordo de refugiados com a UE é um exemplo). Neste momento, a Turquia, sob o domínio do AKP, representa uma ameaça e um perigo para toda a região. Estamos cientes desses eventos na medida em que são cobertos pela imprensa. Porém, há outra guerra perigosa liderada pelo AKP que não é divulgada na mídia e que está ausente das agendas mundiais: uma guerra feminicida contra as mulheres!

Com a crescente agressividade das políticas internas e externas do governo Erdoğan, as políticas feminicidas também aumentaram. Com suas políticas feminicidas, o AKP também está liderando uma política de ‘sociedacida’. O fascismo, como o sistema mais profundamente dominado pelos homens, só pode continuar sua existência aprofundando o estado de colonização das mulheres. A Turquia é o país com o maior número de prisioneiras políticas. Durante o governo do AKP, a violência contra as mulheres aumentou 1400%. A explosão dos feminicídios e a violência contra as mulheres não é uma coincidência, nem está desconectada das políticas de Estado. Nas regiões sob ocupação do Estado turco, mulheres são sequestradas, estupradas, vendidas e massacradas. Há um sério ataque à vontade e à capacidade de as mulheres decidirem sobre suas próprias vidas. As mulheres são objetificadas e forçadas a assumir os papéis tradicionais de gênero. As mulheres enfrentam constantemente a asfixia do Estado e a sociedade patriarcal que ele reproduz.

Como em todas as partes do mundo, as mulheres constituem uma importante dinâmica de oposição na Turquia. O Movimento das Mulheres Curdas está na vanguarda de um sério despertar das mulheres. Não é por acaso que as políticas feminicidas de Erdoğan aumentam a cada dia que cresce esse despertar. Com o feminicídio, o estado está tentando eliminar a oposição e, portanto, qualquer força potencial de mudança. O objetivo é manter a sociedade como refém.


O fato de o feminicídio ainda não ser reconhecido como crime contra a humanidade significa que os estados e os ditadores que recorrem ao feminicídio não temem ser responsabilizados.

Enquanto o feminicídio não for tratado como um crime contra a humanidade, não será possível liderar uma luta crível e eficaz contra as políticas sociais como o genocídio.

Com esta campanha, queremos expor e chamar atenção para as políticas feminicidas do AKP. Queremos buscar justiça e exigir o julgamento do AKP. Com esse esforço, queremos ser a voz de todas as mulheres do mundo que são submetidas à violência e chamar a atenção para todos os crimes de estado cometidos contra as mulheres.

Queremos dar um fim à violência contra as mulheres que é cometida na República Turca em escala feminicida, onde todos os dias uma mulher é morta pela violência machista.

Com esta campanha, queremos que o Feminicídio seja reconhecido internacionalmente como um crime contra a humanidade. Adicione sua assinatura às nossas demandas. O feminicídio não passará!

www.100-reasons.org

¡100 razones para procesar a Erdoğan y el AKP por sus políticas feminicidas!

Imagen: www.100-reasons.org

De la historia reciente de la humanidad, sabemos que nada ha llevado a más catástrofes que los regímenes dictatoriales. Como sabemos por el Holocausto, por el genocidio armenio, por los genocidios de los colonizadores contra los pueblos indígenas en América, así como por las numerosas masacres en lugares como el Oriente Medio, incluido el Kurdistán; la humanidad ha tenido que hacer frente a todo tipo de genocidios, especialmente en los dos últimos siglos.

Según la definición de la Convención de las Naciones Unidas para la Prevención y la Sanción del Delito de Genocidio, se entiende por genocidio “cualquiera de los siguientes actos cometidos con la intención de destruir, total o parcialmente, un grupo nacional, étnico, racial o religioso, como tal: Matar a miembros del grupo; causar graves daños físicos o mentales a los miembros del grupo; infligir deliberadamente al grupo condiciones de vida calculadas para provocar su destrucción física total o parcial; imponer medidas destinadas a impedir los nacimientos dentro del grupo; trasladar por la fuerza a los niños del grupo a otro grupo”. La definición ampliamente aceptada de dictadura describe la monopolización/concentración de poder en manos de un gobernante para mantenerse como líder supremo.

Estas definiciones, de acuerdo con las normas jurídicas internacionales, nos dan suficientes razones para sugerir que Erdoğan es un dictador y que debe ser juzgado por sus crímenes. El dictador, que opera como presidente de Turquía, tiene una mentalidad machista, fascista y racista que apunta a las mujeres kurdas de manera consciente, planificada y específica. En 18 años de gobierno del AKP, Erdoğan se ha convertido en el principal perpetrador del sistema de masacre, asesinato y violación consciente de mujeres.

El 29 de octubre de 2009, un obús del ejército turco mató a Ceylan, de 12 años de edad, mientras pastoreaba ovejas. El 9 de enero de 2013, Sakine Cansız, Fidan Doğan, y Leyla Şaylemez fueron asesinadas en París por la inteligencia turca. Kader Ortakaya recibió un disparo en la cabeza en noviembre de 2014, mientras intentaba cruzar a Kobane durante el asedio de Daesh. La joven activista Dilek Doğan fue asesinada en su casa por la policía el 18 de octubre de 2015.

En diciembre de 2015, el cadáver de Taybet Inan, una civil asesinada por las fuerzas armadas turcas, fue abandonada para que se pudriera en las calles durante el toque de queda en Silopi. El 4 de enero, las mujeres activistas kurdas Seve Demir, Pakize Nayır, y Fatma Uyar fueron masacradas por fuego del ejército en Silopi bajo el asedio del ejército. El 12 de octubre de 2019, la política y activista Hevrin Xelef fue asesinada por las fuerzas islamistas apoyadas por Turquía en la Operación “Primavera de la Paz” del Estado turco en Serekaniye (Ras al-Ain) en el norte de Siria. En junio de 2020, tres mujeres kurdas activistas de la confederación de organizaciones de mujeres Kongreya Star fueron asesinadas en un ataque con drones turcos contra una casa en la aldea de Helince de Kobane, en el norte de Siria. Hay muchos más ejemplos.

La violencia contra las mujeres ha aumentado en más de un mil por ciento en Turquía. La violación está cada vez más normalizada. Las mujeres son excluidas sistemáticamente de las esferas políticas (incluido el encarcelamiento). Todo esto además de la criminalización del trabajo académico, artístico y profesional.

Nuestra memoria y nuestra rabia están vivas porque nos enfrentamos a otra masacre cada día. Tenemos el poder de hacer responsables a los perpetradores. Tenemos suficientes razones y pruebas para ello. También tenemos suficiente conciencia y fundamentos para saber que todos estos son crímenes de guerra.

Como movimiento de mujeres kurdas, hemos estado luchando a través de campañas, acciones y resistencia contra el feminicidio en nuestro país. Con nuestra campaña “100 razones para juzgar al dictador”, nos levantaremos contra el principal perpetrador de estos crímenes, Recep Tayyip Erdoğan. Sin duda, en sus 18 años en el poder, Erdoğan no ha cometido 100, sino miles de crímenes. Sin embargo, como mujeres, decidimos centrarnos en los crímenes atroces sin cuya confrontación nuestra conciencia no puede encontrar la paz.

No formularemos una frase como “El número de incidentes y muertes es imposible de contar”. Como mujeres, no sólo condenamos estos crímenes con la ayuda de las pruebas que hemos recogido. También los condenamos con nuestra forma, nuestra conciencia, nuestra postura y nuestras reivindicaciones. No queremos que Erdoğan sea como los demás, que siempre fueron vistos como “líderes del estado”, y como “dictadores” sólo después de que sus crímenes de guerra fueran expuestos o después de que hayan muerto. Queremos que sea juzgado ahora. Nuestra lista de crímenes de Erdogan es suficientemente larga y no queremos que se haga aún más grande.

Como Movimiento de Mujeres Kurdas en Europa (TJK-E) queremos recoger 100.000 firmas por 100 razones para oponernos al dictador y sus mercenarios, a los militares y a la policía por la violencia y la injusticia.

En la primera fase de nuestra campaña, en los 104 días que transcurren entre el 25 de noviembre de 2020 y el 8 de marzo de 2021, daremos otra “razón” cada día, al compartir las historias de mujeres que fueron asesinadas por el Estado. Contra el dictador, que logra cometer nuevas masacres cada día, os hablaremos de las mujeres que han sido asesinadas. Queremos que entren en las páginas de la historia y en la memoria de la humanidad para siempre.

Las firmas que recogeremos constituirán el primer paso para sentar las bases de los trabajos jurídicos, sociales, políticos y de acción que emprenderemos, en nuestro empeño por perseguir al dictador. En la segunda fase, llevaremos nuestras firmas y los incidentes que registramos y todas las pruebas que recogimos, a la ONU y a otras instituciones relevantes para exigir el inicio del proceso de reconocimiento del feminicidio como un crimen similar al genocidio. El fracaso de la ONU en hacer lo necesario, respalda a dictadores como Erdogan, que representan la forma institucionalizada de la mentalidad dominada por el hombre.

Cada firma que recojamos nos acercará un paso más a la persecución del dictador, mientras que cada voz que levantemos en acción estrechará el espacio disponible para los dictadores.

Puedes añadir poder a nuestro poder, tu voz a nuestra voz para eliminar al dictador de nuestra vida, formando parte de esta campaña en https://100-reasons.org/petition/

¡Erodgan y el AKP debería ser juzgado por sus políticas feminicidas!

100.000 firmas por 100 razones

Hace tiempo, el AKP prometió democratizar de forma significativa a Turquía, aplicar las normas del estado de derecho, resolver cuestiones internas como la cuestión kurda por medios políticos, construir un sistema parlamentario pluralista y democrático, con tolerancia cero a la tortura y sin problemas con los países vecinos. Durante años, estas promesas despertaron expectativas por las urgentes demandas de cambio de la sociedad. Entre las promesas estaba la lucha contra el sexismo y por la igualdad de género.

En los 18 años de gobierno del AKP, Turquía no sólo no cumplió estas promesas, sino que dio pasos atrás en el tiempo de una manera sin precedentes.

Junto con su compañero de coalición, el ultranacionalista Partido del Movimiento Nacionalista (MHP), el gobierno estableció un gobierno fascista/dictatorial unipersonal, apoderándose del control de todos los órganos del Estado, eliminando la libertad de pensamiento y expresión, convirtiendo el sistema judicial en el mayor vehículo de injusticia y desmantelando la división de poderes.

El gobierno de Erdoğan utiliza imprudentemente todos los recursos del estado contra aquellos que se oponen a su gobierno. Trata de eliminar toda oposición mediante el asesinato, el encarcelamiento, la tortura, el desplazamiento forzado y la expropiación. Además, se silencia a la gente mediante amenazas de ser despedidas, intimidación y chantaje.

A nivel nacional, el gobierno de Erdogan ha convertido el país en una prisión abierta, un régimen de miedo con métodos dictatoriales. Paralelamente, el estado ha recurrido a más agresión y chantaje en su política exterior que nunca antes. Aunque el gobierno había prometido “cero problemas con los vecinos”, el país tiene ahora problemas con casi todos en la región y más allá. En su búsqueda de hegemonía regional basada en sueños neo-otomanos, el AKP lidera guerras en Siria, Irak y Libia. Frecuentemente utiliza a lSIS y grupos similares como mercenarios para la ocupación. Regularmente usa el chantaje como parte de su política exterior para hacer llegar su voluntad (el llamado acuerdo de refugiados con la UE es un ejemplo). En este momento, Turquía, bajo el AKP, representa una amenaza y un peligro para toda la región. Somos conscientes de estos acontecimientos en la medida en que son cubiertos por la prensa. Sin embargo, hay otra guerra peligrosa liderada por el AKP que no se reporta en los medios y que está ausente de las agendas mundiales: ¡una guerra femicida contra las mujeres!

Con la creciente agresividad de las políticas internas y externas del gobierno Erdoğan, las políticas feminicidas también aumentaron. Con sus políticas feminicidas, el AKP también está liderando una política ‘societicida’. El fascismo, como el sistema más profundamente dominado por los hombres, sólo puede continuar su existencia profundizando el estado de colonización de las mujeres. Turquía es el país con más mujeres prisioneras políticas. Durante el gobierno del AKP, la violencia contra las mujeres ha aumentado en un 1400%. La explosión de los feminicidios y la violencia contra las mujeres no es una coincidencia, ni está desconectada de las políticas del Estado. En las regiones bajo la ocupación del estado turco, las mujeres son secuestradas, violadas, vendidas y masacradas. Hay un grave ataque a la voluntad y la capacidad de las mujeres para decidir sobre su propia vida. Las mujeres son objetivizadas y forzadas a asumir los roles de género tradicionales. Las mujeres se enfrentan constantemente a la asfixia del Estado y la sociedad patriarcal que éste reproduce.

Como en todas partes del mundo, las mujeres constituyen una importante dinámica de oposición en Turquía. El Movimiento de Mujeres Kurdas está a la vanguardia de un serio despertar de las mujeres. No es una coincidencia que las políticas feminicidas de Erdogan aumenten con cada día en que este despertar crece. Con el femicidio, el Estado está tratando de eliminar la oposición y por lo tanto cualquier fuerza prospectiva de cambio. El objetivo es mantener a la sociedad como rehén.

El hecho de que el femicidio aún no sea reconocido como un crimen contra la humanidad significa que los estados y los dictadores que recurren al femicidio no temen ser responsabilizados.

Mientras el femicidio no se trate como un crimen contra la humanidad, no será posible dirigir una lucha creíble y eficaz contra las políticas societarias como el genocidio.

Con esta campaña, queremos exponer y llamar la atención sobre las políticas feminicidas del AKP. Queremos buscar justicia y demandar el juicio del AKP. Con este esfuerzo, queremos ser la voz de todas las mujeres del mundo que son objeto de violencia y llamar la atención sobre todos los crímenes de estado cometidos contra las mujeres.

Queremos poner fin a la violencia contra las mujeres que se comete en la República Turca a escala feminicida, donde cada día una mujer es asesinada por la violencia machista.

Con esta campaña, queremos que el Femicidio sea reconocido internacionalmente como un crimen contra la humanidad. Añade tu firma a nuestras demandas. !El feminicidio no pasará!

https://100-reasons.org/

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