
Como a folha que vai ao chão
Se espalha e não junta mais
E o vento que passa marca mas não derruba
Eu já parti em mil gotas a gota d’água
Hoje eu tô ensolarada
Rachel Reis (1)
Pare de fazer amor com o que está te matando (2)
Viola Davis (3)
Por Fabiana de Pinho
Arte: Amanda Martínez
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Comida saborosa. Aconchego. Reflexos espe(ta)culares de nós por nós. Conectar-se com os sabores de um café da manhã preparado para nossas mulheridades. De modo insubmisso, conceder-se o que há de melhor e mais bonito no mundo e, ao mesmo tempo, comprometer-se com caminhadas individuais e coletivas.
23 de novembro de 2024. Rio de Janeiro. Ateliê Bonifácio. Rua do Senado, 47. 09 horas da manhã. Dia chuvoso para levar as culpas e as exaustões. 10 mulheres negras reunidas para o Encontro Manhã de Cuidados. 03 atividades: Café da manhã delicioso, Roda de Conversa para troca e reflexão com Juliana Bonifácio e Prática de Kemetic Yoga com Nicole Reis. Como na canção da cantora de Feira de Santana, Raquel Reis, 10 mulheres negras se ensolararam e sabiam disso.
Juliana Bonifácio é Designer de interiores, empresária e idealizadora do Atelié Bonifácio, casa que carrega o nome de sua Família: Bonifácio. Ela dinamiza estéticas e políticas negras de bem-viver. Ju nomeia, caminha e realiza sonhos individuais e coletivos, colocando-os em movimento. Nicole Reis é Fisioterapeuta, Instrutora de Kemetic Yoga, idealizadora do projeto Maternidade com Movimento e do Projeto Bora Time, ambos voltados para o direito de pessoas negras terem acesso a práticas que levam à saúde física e mental. Dinamizadora de cursos de Autoimagem, a mãe do Kwanza é uma importante referência nas áreas em que atua em razão de seus eficazes métodos de trabalho.
Defino o Encontro Manhã de Cuidados como uma prática de autocuidado que coloca questões de mulheres negras no centro. Parida por mulheres negras para mulheres negras, esse festejo consciente propôs a percepção de que olhar para nós com carinho é um excelente e revolucionário passo em nossas caminhadas. Na Roda de conversa, nossas incertezas, nossas potencialidades, nossas percepções e nossas palavras foram validadas, acolhidas e trazidas ao Sol. Nós falamos. Nós nos ouvimos. Nós nos acolhemos. Nós nos validamos. Nós nos projetamos para futuros dignos e prósperos com mais saúde física, mental e espiritual.
Em seguida tivemos a prática de Kemetic Yoga, na qual as conexões internas comandadas pela respiração, os movimentos ancestrais, os alinhamentos entre mente, espírito e corpo nos proporcionaram importantes níveis de concentração. A respiração foi a nossa guia para a realização dos movimentos. Neste processo, o respeito às pausas respiratórias é um ponto fundamental que, em uma reflexão mais profunda, podemos compreendê-las como uma oposição à aceleração imposta pelo Capitalismo. É na pausa que prestamos a atenção em nós e nos movimentamos com consciência nas posturas da Kemetic Yoga.
Ao mesmo tempo em que intento compartilhar a vivência no Manhã de Cuidados, ressaltando seus aspectos positivos, também me proponho ressaltar neste texto, apoiando-me na potência desta atividade, algumas interrogações sobre o que significa o auto-cuidar para mulheres negras diante da falta de acesso à justiça social plena. Ainda nos colocam em lugares de extrema e perversa submissão Muitas vezes, estamos exaustas pelo acúmulo de atividades, responsabilidades, carga mental, racismos, machismos, falta de mobilidade urbana, classismos e pelas ofertas aquém de nossas potencialidades. Se não há justiça para mulheres, há algumas mulheres que, historicamente, são mais injustiçadas do que outras.
A grande maioria de nós ainda é impedida de escolher como utilizar seu tempo para processos de cura, atendimento às próprias questões e identificação de formas de adoecimento. Aliás, quais são as nossas questões? Quais são as nossas necessidades subjetivas? Há ofertas verdadeiras que possibilitem escolhas adequadas a nossos quereres e potencialidades? Quando acessamos o descanso devido e sem culpa e o sono de qualidade? Quantas de nós, de fato, somos incentivadas a olharmos para nossas subjetividades, para nossos êxitos e para nossos desafios com carinho, alegria, admiração, orgulho, generosidade e paciência? Estamos deixando de servir o café e passando a tomá-lo respeitando as nossas pausas? E por falar em tomar café, como o Nutricídio, o Racismo Ambiental, o Racismo Institucional, a falta de Direitos sexuais e Reprodutivos, por exemplo, muitas vezes, impedem que refeições matinais de qualidade sejam feitas?
Rodas de conversas entre mulheres e práticas de Kemetic Yoga são gestos muito ancestrais de desenvolvimento de autoamor. A meu ver, elas nos ajudam a mobilizar o tempo a nosso favor para que olhemos para nós mesmas de um modo individual que, certamente, reverbera no coletivo. A despeito dos graves entraves mencionados, é evidente que, em um Encontro como este, quando falamos de autocuidado e mulheres negras, estamos falando de um conjunto de ações que devem ser fundadas no aprendizado amoroso sobre si. Esta dinâmica deve envolver intercâmbio de falas e escutas, organização, respeito a construções interseccionais, mobilização de espaços e tempo, contato com ensinamentos ancestrais de qualidade, referenciais humanizadores de práticas de autocuidado, incentivo à horizontalidade nas relações, redimensionamento temporal, honestidade e acolhimento.
Ao articular as epígrafes que abrem este texto, penso que nosso ensolarar só pode ser pleno quando temos o direito de parar de fazer amor com o que nos mata. As práticas que, cotidianamente, matam nossa subjetividade precisam ser identificadas e interrompidas para que outros existires se manifestem. É aqui que peço licença para mencionar o trabalho importante de outra mulher negra também reverenciada no nosso Encontro do dia 23 de novembro: A filósofa Caroline Amanda, idealizadora da Yoni das Pretas (@yonidaspretas). Em vários de seus cursos, Caroline sempre ressalta o quanto é fundamental “pegar a visão”, construirmos formas de Autointimidade e nos priorizarmos.
Enquanto escrevo, uma mulher negra teve seus passos interrompidos. Por isso, este texto é também um abraço em Dona Sandra Regina Monteiro, 60 anos. Mulher negra, paulistana, que foi feita refém no dia 09 de dezembro na Avenida Paulista, em São Paulo. Uma mulher branca ficou com uma faca no pescoço dela por, aproximadamente, 40 minutos em um ponto de ônibus. Ela foi libertada pela polícia local, e a sequestradora foi presa. Após o ocorrido, Dona Sandra foi a um programa de televisão e contou que, durante o sequestro, só pensava: “Eu com tanta coisa para fazer, parada aqui”. Dona Sandra vinha da acupuntura e estava indo para o Pilates. Também tinha que organizar a festa de aniversário da neta.
A respeito da fala de Dona Sandra, a pesquisadora crítico-decolonial, Doutora Bárbara Carine (4), em sua página no Instagram (@uma_intelectual_diferentona), ressalta o fato de mulheres negras ainda serem tão sobrecarregadas que, nem diante de uma situação limite, como a possibilidade de morrer, a preocupação com os afazeres é deixada de lado. A observação de Bárbara Carine é cirúrgica e desnaturaliza o cansaço, a sobrecarga, a carga mental, a falta de tempo, o adoecimento físico e mental impostas a mulheres negras.
Sobre o que ocorreu com Dona Sandra, acrescento que a ida ao Pilates, oportunidade de autocuidado, foi interrompida por alguém que poderia ter tirado a vida dela. Vendo uma cena tão explícita, penso que é, ainda, preciso conter as facas coloniais da branquitude, pois elas insistem em nos descontinuar cotidianamente. Há um sujeito coletivo que ainda se beneficia dos motivos pelos quais nos cansamos. Mas há outro sujeito coletivo que vem se negando a isso faz tempo porque nos interessa, na verdade, superviver (5).
O Encontro Manhã de Cuidados foi, como disse uma das participantes, revolucionário porque apontou possibilidades reais e honestas de autocuidado para mulheres negras. Ao final, em um dia de chuva, nos ensolaramos porque fizemos acordos com o que nos ilumina.
Meus agradecimentos a Juliana Bonifácio e a Nicole Reis.
(1) Ganhadora de alguns prêmios, cantora e compositora nascida no município de Feira de Santana, na Bahia, Rachel Reis traz ares potentes para cena musical brasileira.
(2) Em sua autobiografia, Em busca de mim, a atriz premiada Viola Davis faz esta afirmação ao voltar de Gâmbia, país localizado no Oeste da África. No capítulo Me tornando eu, ela compartilha conosco que a frase “Pare de fazer amor com o que te mata” é o princípio que passa a guiá-la.
(3) Viola Davis é uma atriz e produtora norte-americana. Vencedora de um Óscar, um Emmy Award, dois Tony Awards e um Grammy, dessa forma alcançando todos os principais prêmios da indústria do audiovisual. Publicou sua autobiografia “Em busca de mim” em 2022.
(4) Bárbara Carine Soares Ribeiro, a Intelectual diferentona, é escritora, palestrante e professora efetiva da Universidade Federal da Bahia. É graduada em Filosofia e em Química, e tem Mestrado e Doutorado em Ensino de Química pela Universidade Federal da Bahia. Vencedora do Prêmio Jabuti 2024, é idealizadora da Escola Afro-Brasileira Maria Felipa.
(5) Termo bastante presente nas obras de Luiz Rufino e Luiz Antônio Simas.
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Mañana de Cuidados
Como una hoja que cae al suelo
Se esparce y no se vuelve a juntar
Y el viento que sopla marca pero no te derriba
Ya he roto una gota de agua en mil gotas
Hoy estoy soleada
Rachel Reis (1)
Deja de hacer el amor con lo que te está matando (2)
Viola Davis (3)
Por Fabiana de Pinho
Traducción: Helena Silvestre
Comida sabrosa. Acogimiento. Reflejos espec(ta)culares de nosotras por nosotras. Conectando con los sabores de un desayuno preparado para nuestras mujeridades. De forma insumisa, regalándonos lo mejor y más bello del mundo y, al mismo tiempo, comprometiéndonos con los trayectos individuales y colectivos.
23 de noviembre de 2024. Río de Janeiro. Estudio Bonifácio. Calle del Senado, 47. 9h. Día lluvioso para quitar la culpa y el cansancio. 10 mujeres negras reunidas para el Encuentro Mañana de Cuidados. 03 actividades: un delicioso desayuno, una ronda de conversaciones para el intercambio y la reflexión con Juliana Bonifácio y practica de Kemetic Yoga con Nicole Reis. Como en la canción de la cantante de Feira de Santana Raquel Reis, 10 mujeres negras se asolearon y lo sabían.
Juliana Bonifácio es diseñadora de interiores, empresaria y creadora del Atelié Bonifácio, una casa que lleva el nombre de su familia: Bonifácio. Ella dinamiza la estética negra y las políticas del buen vivir. Ju nombra, camina y realiza sueños individuales y colectivos, poniéndolos en marcha. Nicole Reis es fisioterapeuta, instructora de Yoga Kemético, creadora del proyecto Maternidad con Movimiento y del proyecto Bora Time, ambos centrados en el derecho de las personas negras a tener acceso a prácticas que conduzcan a la salud física y mental. Promotora de cursos de Autoimagen, la madre de Kwanza es una importante referencia en los ámbitos en los que opera debido a sus eficaces métodos de trabajo.
Defino la Reunión de la Mañana de Cuidados como una práctica de autocuidado que sitúa los problemas de las mujeres negras en el centro. Creada por mujeres negras para mujeres negras, esta celebración consciente propuso la constatación de que mirarnos a nosotras mismas con afecto es un paso excelente y revolucionario en nuestras trayectorias. En la mesa redonda, nuestras incertidumbres, nuestro potencial, nuestras percepciones y nuestras palabras fueron validadas, acogidas y puestas al Sol. Hablamos. Nos escuchamos. Nos acogimos mutuamente. Nos validamos. Nos proyectamos hacia futuros dignos y prósperos con mayor salud física, mental y espiritual.
A continuación, practicamos Yoga Kemético, en el que las conexiones internas comandadas por la respiración, los movimientos ancestrales, las alineaciones entre mente, espíritu y cuerpo nos proporcionaron importantes niveles de concentración. La respiración era nuestra guía para la realización de los movimientos. En este proceso, el respeto por las pausas respiratorias es un punto fundamental que, en una reflexión más profunda, podemos entender como una oposición a la aceleración impuesta por el Capitalismo. Es en la pausa que prestamos atención a nosotras mismas y nos movemos con conciencia en las posturas del Yoga Kemético.
Al mismo tiempo que quiero compartir la experiencia de la Mañana de Cuidados, destacando sus aspectos positivos, también deseo destacar en este texto, a partir de la fuerza de esta actividad, algunos aspectos sobre lo que significa el autocuidado para mujeres negras frente a la falta de acceso a una justicia social plena. A menudo estamos agotadas por la acumulación de actividades, responsabilidades, cargas mentales, racismo, sexismo, falta de movilidad urbana, clasismo y ofertas que no están a la altura de nuestro potencial. Si no hay justicia para las mujeres, hay algunas que históricamente han sido más perjudicadas que otras.
A la inmensa mayoría de nosotras se nos sigue impidiendo elegir cómo emplear nuestro tiempo en procesos de curación, atendiendo a nuestros propios asuntos e identificando formas de dolencias. De hecho, ¿cuáles son nuestros asuntos? ¿Cuáles son nuestras necesidades subjetivas? ¿Existen ofertas verdaderas que permitan hacer elecciones adecuadas a nuestros deseos y potencialidades? ¿Cuándo accedemos a un descanso adecuado y sin culpas y a un sueño de calidad? ¿Cuántas de nosotras nos animamos realmente a mirar nuestras subjetividades, nuestros éxitos y nuestros retos con afecto, alegría, admiración, orgullo, generosidad y paciencia? ¿Estamos pasando de servir el café a beberlo respetando nuestras pausas? Y hablando de tomar café, ¿cómo el Nutricidio, el Racismo Ambiental, el Racismo Institucional, la falta de Derechos Sexuales y Reproductivos, por ejemplo, impiden muchas veces hacer comidas matutinas de calidad?
Las conversaciones entre mujeres y las prácticas de Yoga Kemético son gestos muy ancestrales para desarrollar el autoamor. En mi opinión, nos ayudan a movilizar el tiempo a nuestro favor para que podamos mirarnos a nosotras mismas de una manera individual que, ciertamente, repercute en lo colectivo. A pesar de los graves obstáculos mencionados, es evidente que en un Encuentro como éste, cuando hablamos de autocuidado y de mujeres negras, estamos hablando de un conjunto de acciones que deben basarse en el aprendizaje amoroso sobre una misma. Esta dinámica debe implicar el intercambio de hablas y la escucha, la organización, el respeto a las construcciones interseccionales, la movilización de espacios y tiempos, el contacto con enseñanzas ancestrales de calidad, las referencias humanizadoras de las prácticas de autocuidado, el fomento de la horizontalidad en las relaciones, la redimensión del tiempo, la honestidad y la aceptación.
Al articular los epígrafes que abren este texto, pienso que nuestra salida del sol sólo podrá ser plena cuando tengamos el derecho de dejar de hacer el amor con lo que nos mata. Las prácticas que matan diariamente nuestra subjetividad necesitan ser identificadas y detenidas para que otras existencias puedan manifestarse. Aquí es donde pido permiso para mencionar el importante trabajo de otra mujer negra que también fue reverenciada en nuestro encuentro del 23 de noviembre: la filósofa Caroline Amanda, creadora de Yoni das Pretas (@yonidaspretas). En varios de sus cursos, Caroline siempre hace hincapié en lo fundamental que es «atrapar la visión», construir formas de Autointimidad y priorizarnos.
Mientras escribo, una mujer negra ha visto interrumpidos sus pasos. Por ello, este texto es también un abrazo a la Sra. Sandra Regina Monteiro, de 60 años. Una mujer negra de São Paulo que fue tomada como rehén el 9 de diciembre de 2024, en la Avenida Paulista de São Paulo. Una mujer blanca le puso un cuchillo en el cuello durante unos 40 minutos en una parada de autobús. La policía local la liberó y detuvo a la secuestradora. Más tarde, la Sra. Sandra acudió a un programa de televisión y dijo que durante el secuestro lo único en lo que podía pensar era: «Yo con tantas cosas que hacer, estoy aquí parada». La Sra. Sandra venía de hacer acupuntura e iba a hacer Pilates. También tenía que organizar la fiesta de cumpleaños de su nieta.
A propósito del discurso de la señora Sandra, la investigadora crítico-decolonial Dra. Bárbara Carine, en su página de Instagram (@uma_intelectual_diferentona), destaca el hecho de que las mujeres negras siguen tan sobrecargadas que incluso ante una situación límite, como la posibilidad de morir, no se deja de lado la preocupación por los quehaceres. La observación de Bárbara Carine es quirúrgica y desnaturaliza el cansancio, la sobrecarga, la carga mental, la falta de tiempo y las enfermedades físicas y mentales impuestas a las mujeres negras.
En cuanto a lo que le ocurrió a la Sra. Sandra, añadiría que su ida a Pilates, una oportunidad para cuidarse, fue interrumpida por alguien que podría haberle quitado la vida. Viendo una escena tan explícita, creo que todavía es necesario contener los cuchillos coloniales de la blanquitud, porque insisten en discontinuarnos a diario. Hay un sujeto colectivo que todavía se beneficia de las razones por las que nos cansamos. Pero hay otro sujeto colectivo que se niega a hacerlo desde hace mucho tiempo porque en realidad nos interesa supervivir (5).
El Encuentro de la Mañana de Cuidados fue, como dijo una de las participantes, revolucionario porque apuntaba a posibilidades reales y honestas de autocuidado para mujeres negras. Al final, en un día lluvioso, estábamos soleadasporque llegamos a acuerdos con lo que nos ilumina.
Mi agradecimiento a Juliana Bonifácio y Nicole Reis.
(1) Ganadora de varios premios, la cantautora Rachel Reis, nacida en Feira de Santana (Bahía), aporta un poderoso viento a la escena musical brasileña.
(2) En su autobiografía, En busca de mí, la galardonada actriz Viola Davis hace esta afirmación a su regreso de Gambia, país situado en África Occidental. En el capítulo Convertirme en mí, comparte con nosotros que la frase «Deja de hacer el amor a lo que te mata» es el principio que la guía.
(3) Viola Davis es una actriz y productora estadounidense. Ha ganado un Óscar, un Emmy, dos Premios Tony y un Grammy, logrando así todos los principales premios de la industria audiovisual. Publicó su autobiografía «En busca de mí» en 2022.
(4) Bárbara Carine Soares Ribeiro, la Intelectual Diferentona, es escritora, conferenciante y profesora de la Universidad Federal de Bahía. Es licenciada en Filosofía y Química y máster y doctora en Enseñanza de la Química por la Universidad Federal de Bahía. Ganadora del Premio Jabuti 2024, es la creadora de la Escuela Afrobrasileña Maria Felipa.
(5) Un término muy presente en las obras de Luiz Rufino y Luiz Antônio Simas.
Fabiana de Pinho, Mulher negra, Professora, filiada à Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, Doutora em Literatura, Cultura e Contemporaneidade com pesquisa sobre literatura negro-brasileira de autoria feminina faz questão de afirmar que este texto inacabado foi escrito na companhia teórico-empírica de bell hooks, Grada Kilomba, Lélia González, Anny Ocoró Loango, Camila Daniel, Sueli Carneiro, Neuza das Dores Pereira, Fernanda Felisberto, Denise Brazão, Maria José de Pinho, Djamila Ribeiro, Bruna Stamatto, Cidinha da Silva, Conceição Evaristo, Selma da Silva, Regina Húngaro, Eliana Alves Cruz, Lia Vieira, Miriam Alves, Fátima Lima, Ana Cruz, Edmeire Exaltação, Bia Onça e muitas outras.


