Imagen: Pilar Emitxin.

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Somos una colectiva anarko lesbofeminista popular. Intervenimos el espacio público con nuestras kuerpas como primera arma de resistencia. Estamos aquí retumbando, para que sepan que existimos, que somos kuerpas censuradas, asesinadas, violadas, encerradas, golpeadas, explotadas, silenciadas.  

Desde los tambores resistimos y nos curamos colectivamente, nos reapropiamos de la alegría, la risa y el placer para revivir las memorias de nuestras ancestras y acompañar las luchas en el presente. 

Rechazamos toda institucionalización y cooptación de las luchas feministas y glbtiq+. Creemos en la deconstrucción de la organización tradicional y apostamos por un modelo horizontal, participativo, comunitario, asambleario y festivo: ¡nuestras reuniones son aquelarres de brujas indómitas! 

Nos reconocemos apartidistas, antirracistas, anticapitalistas, antiesencialistas, antiheterocispatriarcales, antiheteronorma, anti competencia. Somos un proceso vivo en constante transformación que desde las individualidades y la pluriculturalidad que nos atraviesa construimos lo colectivo para gritarle al patriarcado que nos queremos vivas y que estamos para incomodar.

Nos solidarizamos con las luchas de clase y feministas del mundo, del campo y la ciudad.

Rechazamos todo proyecto de ley que amenace a la PACHAMAMA y las kuerpas campesinas que defienden el derecho a sus territorios ancestrales y protegen las semillas originarias para garantizar la soberanía alimentaria de los pueblos.

Nos ratificamos y reivindicamos putas, desobedientes, travas, marimachas, lesbasfeministas, abortistas, transfeministas, migrantes, montubias, afros, indígenas, mestizas, disidentes del género. 

Somos las políticamente incorrectas, quienes no tenemos miedo, las que nos paramos desde la disidencia, las que no gustan ni a otros feminismos, ni a la oposición, las que no gustamos ni siquiera a les chikes que nos gustan, las pocas madres, las poco políticas, las poco músicas y muchas veces las poco lesbianas. Somos una familia que nos sostenemos, que nos cuestionamos y que no nos detenemos hasta volver a rompernos y reconstruirnos.  Somos migas, tierra, aire, somos las sin casa, somos semillas. 

No nos autodenominamos artistas porque no tenemos ni partituras, ni acordes, tampoco buscamos una disquera y menos un disco, pero si sabemos decir desde nuestra  propia sabrosura y a viva voz:

  • Sí a la vida
  • No más extractivismo
  • No más machismo  
  • No más vulneración de derechos 
  • No más feminismos normados
  • No más verdades absolutas
  • Ni mentiras para agradar

En los feminismos urbanos nos  dimos cuenta que necesitamos  cuidarnos cuando se fragmentan las marchas y nos toca poner el cuerpo a los TRUCUTÚS para defender  lo que a muchos les parece la basura, que no merece ser cuidada, nosotras nos cuidamos a nosotras, nos cuidamos a través de la  auto gestión al entender que no somos mercancía y nos paramos desde la autonomía cuando nuestro comportamiento está fuera de la norma,  nos cuidamos también cuando las estructuras de cuidado se rompen y, es ahí, cuando nos damos cuenta que nos afirmamos que sin romper la estructura  no es posible hacer esta resistencia ¡Sin Dios, Ni Marido, Ni ONG, Ni Precio!

Somos más de 60 kuerpas disidentes que hemos caminado 6 años cerrando clínicas de desmosexualixación a través del apapacho y las prácticas separatistas para cuidar la vulnerabilidad de las nuestras. Hemos decidido apañarnos y lamer nuestras heridas en la calle y en la casa; sabiendo que nuestro andar no solo viene del brazo de un tambor, viene del latido del corazón, viene del amor, viene con el cuidado, viene con los porros bien armados y el shot de trago justo. 

Nosotras nos cuidamos sin buscar una voz legítima, no queremos voceras porque no tenemos un solo discurso ni una sola voz, aquí existe una comunidad, somos muchas, somos diversas, somos y les queremos decir estamos aquí y venimos a incomodar. 

Por la forcha de la koncha…    

¡OTRA MUNDA ES POSIBLE!

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A BOCETA BATUKADA

Ilustración: Pilar Emitxin.

Traduzido por Larissa Bontempi.

Somos uma coletiva anarkolesbofeminista popular; intervimos no espaço público com nossas korpas como primeira arma de resistência. Estamos aqui, retumbando, para que saibam que existimos, que somos korpas censuradas, assassinadas, estupradas, encerradas, agredidas, exploradas e silenciadas.

Com os tambores, resistimos e nos curamos coletivamente, nos apropriamos novamente da alegria, do riso e do prazer de reviver as memórias das nossas ancestrais e acompanhar as lutas no presente.

Rechaçamos toda a institucionalização e cooptação das lutas feministas e lgbtqia+. Acreditamos na desconstrução da organização tradicional e apostamos em um modelo horizontal, participativo, comunitário, assembleário e festivo: nossas reuniões são covens de bruxas indomadas!

Nos reconhecemos enquanto apartidárias, antirracistas, anticapitalistas, antiessencialistas, anti-heterocis, antipatricarcais, anti-heteronormativas e anticompetições. Somos um processo vivo em transformação constante que, a partir das individualidades e das múltiplas culturas que se cruzam, construímos o coletivo para gritar para o patriarcado que nos queremos vivas e que vamos incomodar.

Nos solidarizamos com as lutas de classe e feministas do mundo, do campo e das cidades.

Rechaçamos todos os projetos de lei que ameacem a PACHAMAMA e as korpas do campo, as quais defendem o direito aos territórios ancestrais e protegem as sementes originárias para garantir a soberania alimentícia dos povos.

Nos afirmamos e reivindicamos ser putas, desobedientes, travestis, sapatões, lesbafeministas, abortistas, transfeministas, migrantes, montubias, negras, indígenas, agênero.

Somos as politicamente incorretas, que não têm medo, que não se paralisam na dissidência, as que não gostam de outros feminismos, nem da oposição, nem mesmo es menines que gostam de nós, as meio mães, meio políticas, meio músicas e, muitas vezes, meio lésbicas. Somos uma família que se apoia, se questiona e que não se detém até nos quebrarmos e nos reconstruirmos de novo. Somos migalha, terra, ar, somos sem casa, somos semente.

Não nos autodenominamos artistas porque não temos partituras, acordes, nem procuramos uma gravadora, muito menos um álbum, mas sabemos dizer com nosso sabor e nossa voz que vive:

  • Sim à vida
  • Não mais extrativismo
  • Não mais machismo
  • Não mais vulneração de direitos
  • Não mais feminismos normativos
  • Não mais verdades absolutas
  • Nem mentiras para agradar

Nos feminismos urbanos percebemos que precisamos nos cuidar quando as marchas são fragmentadas e temos que colocar trucutús para defender o que a muitos pode parecer lixo, que não merece ser cuidada; nós  cuidamos unas das outras, nos cuidamos através da autogestão ao compreender que não somos mercadoria e nos mantemos em pé a partir da autonomia quando nosso comportamento está fora da norma; nos cuidamos também quando as estruturas de cuidado se quebram e é aí quando percebemos que afirmamos para nós mesmas que sem quebrar a estrutura não é possível fazer esta resistência. Seu Deus, nem marido, nem ONG, nem preço!

Somos mais de 60 korpas dissidentes que caminharam 6 anos fechando clínicas de dessexualização através do abraço para cuidar da vulnerabilidade das nossas. Decidimos nos acolher e lamber nossas feridas na rua e em casa, sabendo que nosso caminhar não vem somente do braço de um tambor, mas da batida do coração, do amor, com cuidado, com baseados bem bolados e o shot de bebida certeiro.

Nós nos cuidamos sem procurar uma voz legítima, não queremos porta-vozes porque não temo sum discurso só nem uma voz só, aqui existe uma comunidade, somos muitas, somos diversas, somos e queremos dizer a vocês que estamos aqui e viemos incomodar.

Por la forcha de la koncha…   

OUTRA MUNDA É POSSÍVEL!

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