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Biopolítica, necropolítica, estado de exceção, estado de normalidade: A reedição histórica da utilização de emergências sanitárias para promoção do genocídio, limpeza étnica e manutenção da colonização interna e externa

Por Helena Silvestre

Defender a vida agora parece ser o novo consenso da moda e a pandemia, como lupa nas contradições que nos atravessam há 500 anos, evidencia a hipocrisia disso.

No Brasil, os arautos da morte convidam a que o povo saia para as ruas e o presidente, que pareceria alucinado, conclama a população a que saia, a que se enfrente com a doença, que salvem a economia e que não se deixem vencer pelo que seria afinal uma gripezinha. Esta mensagem é produzida enquanto aumenta o número de mortos e enquanto o chefe do país que é epicentro mundial l da pandemia diz não pode fazer nada.

Num jogo de sombras, aparentes opositores – todos em defesa da vida – seguem chefiando corporações da chamada “segurança pública” para despejar ocupações de terra, jogando nas ruas famílias sem teto num momento em que se diz hipocritamente que todos devem permanecer em suas casas. 

O governador do Estado de São Paulo sai a público vestido de liberal humanista enquanto sua polícia realiza operações jogando bombas na favela do Moinho, prendendo ou assassinando jovens na Ocupação Esperança, desaparecendo com jovens negros como aquele que aguardava a entrega de uma pizza em frente à entrada da favela em que vivia no Jaguaré, ou ainda exterminando jovens no Jardim Colombo.

O consenso em defesa da vida só não será hipócrita se todas as vidas forem igualmente defendidas e se todas as vidas tiverem as mesmas condições dignas para defender-se.

Mas possuir condições dignas de defender a própria vida – mostra também a Lupa – é impossível sem romper em algo com a pacifica convivência com o capital.

O falso consenso em defesa da vida tem ocultado a ação dos poderes mortíferos, encobrindo-os com uma névoa que nos ilude e nos faz crer que estamos de mãos dadas como se fôssemos um só.

Isso é mentira! Enquanto há pessoas ameaçadas pela fome, há outras enriquecendo com a alta do preço dos alimentos e no mercado de comodities. Enquanto há pessoas buscando convencer outras de que suas vidas têm valor – entregando máscaras, levando alimento, servindo comida – existem poderosos senhores, donos no patriarcado, garantindo que não esqueçamos de que somos um exército descartável aos olhos do deus mercado e que a lei do capital é mesmo essa: tragar e destruir tudo o que é vida e transformar em mercadoria.

A outra face da financeirização é a desintegração de direitos trabalhistas e previdenciários, o Feminicídio, a cadeia de trabalho não paga no âmbito dos cuidados, o renovado saque das terras ancestrais, o genocídio, a guerra às drogas, o punitivismo, o sistema carcerário que reinventa níveis de super-exploração quando institui que cada preso vai dobrar o lucro que fornece, já que ele não só trabalhará (quase) de graça como também será motivo da transferência de recursos do estado para empresas privadas administrarem as prisões.

O Brasil é o país com a terceira maior população carcerária do mundo.  

A produção da morte é sistematicamente reinventada há 500 anos e o genocídio atinge aos povos originários, aos povos do campo e da floresta, aos povos que disputam território e propriedade da terra, em qualquer lugar. Porque? A terra e o território são peça chave dessa disputa encarniçada. Cada despejo produz duplo valor: o simbólico (de que o Estado aqui está a funcionar como querem os donos do mundo) e o concreto, que se expressa na valorização absurda da terra com a especulação imobiliária, mas não só.

No caso das leis que regularizam a grilagem de florestas e reservas naturais onde ainda vivem povos da terra ou das florestas impera a mesma lógica e elas têm sido aprovadas, nesse apagão de luzes acesas, pelo parlamento brasileiro.

A manutenção da terra como algo inacessível para morar e produzir é essencial para a reprodução da lógica capitalista. Quem precisa estar seguro e preservado necessita de um lugar porque sem uma morada a vida está em risco – agora e sempre. Quem possui espaço onde cultivar hortaliças ou antigas tradições, conta com melhores condições do que aqueles e aquelas que vivem em becos sem janela, onde o horizonte é bloqueado por paredes e visões do medo.

Somos afroindígenas, nós, o povo favelado que habita os lugares onde a vida nunca valeu nada e continua sendo descartada pelas instituições e pela “justiça”. Somos descendentes dos povos que foram arrancados de suas terras – aqui ou em África – porque sabiam que com condições mínimas de defender a vida nós iríamos nos emancipar muito mais rapidamente de suas lógicas, nos momentos em que a nossa sobrevivência e a dos nossos estivesse sendo depredada pelo estado e pelo capital a olho nu.

É preciso que #FiqueEmCasa mas é preciso #CasaParaTodes, é preciso #LavarAsMãos, mas foram mapeadas em 15 dias 277 comunidades e favelas na região metropolitana de São Paulo com problemas de racionamento de água. Não é necessário dizer que os territórios onde se concentra o racionamento são territórios favelados, onde vivemos cercados, pela polícia de um lado, pelo vírus do outro, soterrados pela falta de trabalho ou pelo peso do trabalho precário, sufocando com ou sem máscara em casas sem janela. É preciso #ÁguaParaTodes.

Mas tanto a água como a terra, que são bens comuns, são transformadas em dinheiro há cinco séculos. É extrativismo ampliado de muitas maneiras. Cada pobre assassinado se converte em capital realizando o valor de suas armas de guerra, de sua engenharia de guerra, de seu estado de guerra – exceção há muito tempo permanente. O capital fictício encontra na vida espoliações concretas, ainda que elas possam não guardar com ele uma correlação mais direta como apresenta a teoria do valor na economia política. 

Quando Rosa nos falava do permanente processo de acumulação primitiva, penso nas empregadas domésticas de Belém, capital do estado do Pará, no norte do Brasil, onde se vai implementar o Lockdow e onde o prefeito definiu que o trabalho das domésticas será incluído na categoria de trabalhos essenciais, para que sejam obrigadas a seguir desassistidas limpando as casas de seus patrões para sobreviver. 

Sim senhoras e senhores, essa é a luta de classes à brasileira, indissoluvelmente amalgamada ao racismo, assim como a demarcações territoriais que sinalizam a colonização também interna ao espaço “nacional”, urbano e rural, periférico ou central, favelado, legalizado ou não.

Lições feministas: Defender a vida e defender o bem viver

Uma das campanhas mais impressionantes que conheci, radicalmente crítica e ao mesmo tempo massiva, foi a campanha realizada nos últimos anos pela legalização do aborto na Argentina – epicentro de lutas feministas que se desenrolaram em vários outros países.

O movimento feminista foi capaz de defender a vida colocando em pauta a vida que levamos. Tem sido capaz de explicitar a vida de mulheres terrivelmente oprimidas e, ao mesmo tempo, defender suas vidas, seu direito a viver, seu direito a decidir e seu direito a autonomia de seus corpos – primeiro território que temos todas nós – como realização digna da vida que pretendemos defender. 

Ao defender a vida buscando enxergar como ela acontece em cada canto; ao defende-la buscando ouvir as vozes de vidas silenciadas e tratadas como descartáveis (ou incapazes de discurso), o movimento de mulheres ensina que é possível defender a vida sem que o falso consenso nos ponha de mãos dadas com nossos violadores.

Lutar pela legalização do aborto nos ajudou a debater o que é vida que defendemos e como podemos defende-la em toda sua multiplicidade e diferença, em toda sua liberdade e autonomia.

Não à toa, o movimento feminista ao defender a vida desde uma perspectiva autônoma de mulheres é imediatamente catapultado a debater racismo, a debater colonização, a debater questões de classe, a debater território, modelo econômico e ecologia. 

É preciso pensar em todas estas dimensões para que a nossa defesa não seja hipócrita. A vida de milhões de pessoas segue ameaçada pela propagação do vírus, pela fome, pela violência racista do estado, pelo extrativismo ampliado e sem limites, a vida de milhões está ameaçada pelo nosso silêncio, pela continuidade do capitalismo e ficará ainda mais ameaçada se nos somamos a qualquer coro com hipócritas vampiros do sangue dos pobres. 

Faça de sua quarentena um ato de desobediência ativa. 

Se você pode sair de casa uma vez por semana, faça com que este dia – além de comprar alimentos – seja para realizar alguma ação política de desobediência e solidariedade ativa.

Há pessoas distribuindo comida, há gente registrando anonimamente os crimes do estado para denunciar, há pessoas pregando faixas nas madrugadas, com dizeres rebeldes. Há quem ofereça um prato de comida a entregadores ultra-precarizados, quem realize atendimento psicológico gratuito, quem ajude mulheres em situação de violência. Defendemos a vida e não aceitamos estar ao lado de nossos violadores ou de nossos assassinos.

Como fez o movimento feminista, é preciso descobrir a expressão mais radical da defesa da vida e apostar nisso. Construir redes, subterraneamente, onde cada janela seja – como cada cozinha é – também uma passagem para a solidariedade anticapitalista.

É preciso defender a vida, toda a vida, porque todas as vidas importam e a pandemia revela que muitas delas não figuram na contabilidade de sobreviventes dos governantes e capitalistas.

É preciso viralizar a rebeldia na mesma velocidade da fome e com a mesma intensidade da violência que desaba sobre nós. É preciso descobrir a cada dia um jeito novo de rebelar-se, de resistir e sobreviver, de ser solidárias e de auxiliar nosso povo a perdurar. Vivas precisam estar as protagonistas da mudança que o mundo precisa e que o futuro merece. Vivas precisam estar as protagonistas do mundo pós-pandemia que está em disputa agora mesmo.

Lutemos!

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Detrás de las máscaras

Ilustración: Pilar Emitzin.

Traducción Amanda Martínez

Biopolítica, necropolítica, estado de excepción, estado de normalidad: la reedición histórica del uso de emergencias sanitarias para promover el genocidio, la limpieza étnica y el mantenimiento de la colonización interna y externa.

Defender la vida ahora parece ser el nuevo consenso de la moda y la pandemia, como una lupa en las contradicciones que han sido perpetradas durante 500 años, muestra la hipocresía de este discurso. 

En Brasil, los heraldos de la muerte invitan a la gente a salir a la calle y el presidente, que parece estar alucinando, pide a la población que salga, que enfrente la enfermedad, que salve la economía y que no se dejen vencer por lo que al final sería una simple gripe. Este mensaje se produce mientras aumenta el número de muertes y mientras el jefe del país que es epicentro mundial, dice que no puede hacer nada.

En un juego de sombras, los opositores aparentes, todos en defensa de la vida, continúan liderando a las corporaciones de la llamada «seguridad pública» para desalojar las ocupaciones de tierras, dejando a las familias sin hogar, mandándoles a las calles en un momento en que se dice hipócritamente que todos deberían permanecer en sus hogares.

El gobernador del estado de São Paulo sale al público con su traje de humanista liberal, mientras su policía realiza operaciones arrojando bombas en la favela de Moinho, arrestando o asesinando a jóvenes en Ocupação Esperança, desapareciendo jóvenes negros como el que estaba esperando la entrega de una pizza en la entrada a la favela en la que vivía en Jaguaré, o el exterminio de jóvenes en Jardim Colombo.


El consenso en defensa de la vida no sería hipócrita si todas las vidas se defendieran por igual y si todas las vidas tendrían las mismas condiciones dignas para defenderse.


Pero tener condiciones dignas para defender la propia vida – visto a través de una lupa – es imposible sin romper de alguna forma la convivencia pacífica con el capital. 

El falso consenso en defensa de la vida ha ocultado la acción de los poderes mortales, cubriéndolos con una niebla que nos engaña y nos hace creer que estamos tomados de la mano como si fuéramos uno.

¡Eso es mentira! Si bien hay personas amenazadas por el hambre, hay otras que se enriquecen con el aumento de los precios de los alimentos y el mercado de los productos básicos. Si por un lado hay personas que intentan convencer a otros de que sus vidas valen la pena, entregando máscaras y alimentos, o sirviendo comida, hay poderosos maestros del patriarcado que se aseguran de que no olvidemos que somos un ejército desechable a los ojos del Dios del mercado y que la ley del capital realmente es esta: tragar y destruir todo lo que es vida y transformarlo en mercancía.

La otra cara de la financiarización es la desintegración de derechos laborales y previdenciarios, el feminicidio, la cadena del “trabajo no pago” de cuidados, el renovado saqueo de las tierras ancestrales, el genocidio, la guerra contra las drogas, el punitivismo, el sistema penitenciario – que reinventa los niveles de sobreexplotación cuando establece que cada preso duplicará las ganancias que proporciona, ya que no solo trabajará (casi) gratis pero también será una razón para la transferencia de recursos estatales a empresas privadas para administrar las cárceles.

Brasil es el país con la tercera mayor población carcelaria del mundo.

La producción de la muerte se reinventó sistemáticamente durante 500 años y el genocidio afecta a los pueblos originarios, los pueblos del campo y los bosques, los pueblos que disputan el territorio y la propiedad de la tierra, en cualquier lugar del mundo. Porque la tierra y el territorio son una parte clave de esta feroz disputa. Cada desalojo produce un doble valor: lo simbólico (que el Estado aquí funciona como quieren los propietarios del mundo) y lo concreto, que se expresa en la apreciación absurda de la tierra con especulación inmobiliaria, pero no solamente es esto. 

En el caso de las leyes que regulan el saqueo de los bosques y las reservas naturales, donde aún vive la gente de la tierra y de los bosques, prevalece la misma lógica. Estas leyes han sido aprobadas, en este apagón de luces encendidas, por el parlamento brasileño.

La manutención de la tierra como algo inaccesible para vivir y producir es esencial para la reproducción de la lógica capitalista. Quien necesita estar seguro y preservado necesita un lugar porque sin una dirección, la vida está en riesgo – ahora y siempre. Quien tiene espacio para cultivar vegetales o tradiciones antiguas, tiene mejores condiciones que aquellos que viven en callejones sin ventanas, donde el horizonte está bloqueado por paredes y visiones de miedo.

Somos afro-indígenas, nosotros, la gente de las favelas que vivimos en lugares donde la vida nunca valió nada y que las instituciones y la «justicia» siguen descartando. Somos descendientes de las personas que fueron desarraigadas de sus tierras, aquí o en África, porque sabían que en condiciones mínimas para defender la vida, nos emanciparíamos mucho más rápidamente de su lógica, en el momento en que nuestra sobrevivencia y la de los nuestros es saqueada por el estado y el capital a la vista de todos. 

Es necesario decir #QuedateEnCasa, pero también es fundamental que existan #CasasParaTodes. Es necesario decir #LavateLasManos, pero 277 comunidades y favelas en la región metropolitana de São Paulo fueron mapeadas en 15 días con problemas de abastecimiento de agua. No es necesario decir que los territorios donde se concentra el racionamiento de agua son los territorios favelados, donde vivimos, por un lado rodeados por la policía, y por otro cercados por el virus, la falta de empleo o por el peso del trabajo precarizado, que nos sofoca, con o sin máscara en casas sin ventanas. Es necesario que haya #AguaParaTodes.

Pero tanto el agua como la tierra, que son bienes comunes, se han convertido en dinero durante cinco siglos. Es una extracción expandida de muchas maneras. Cada  hombre pobre asesinado se convierte en capital al darse cuenta del valor de sus armas de guerra, su ingeniería de guerra, su estado de guerra, una excepción de larga data. El capital ficticio se encuentra con saqueos concretos en la vida, aunque no tengan una correlación más directa con él, tal como lo presenta la teoría del valor en la economía política.

Cuando Rosa Luxemburg nos habla sobre el proceso permanente de acumulación primitiva, pienso en las amas de casa en Belém, la capital de la provincia Pará, en el norte de Brasil, donde se implementará Lockdow y donde el alcalde definió que el trabajo del hogar se incluirá en la categoría de trabajos esenciales, quedando estas trabajadoras obligadas a continuar limpiando las casas de sus empleadores para sobrevivir, afuera de cualquier política de asistencia.

Sí, damas y caballeros, esta es la lucha de clases a la brasileña, inextricablemente amalgamada con el racismo, así como a las demarcaciones territoriales que señalan la colonización también interna al espacio «nacional», urbano y rural, periférico o central, fevelizado, legalizado o no.

Lecciones feministas: defender la vida y defender el buen vivir

Una de las campañas más impresionantes que he visto, radicalmente crítica y al mismo tiempo masiva, fue la campaña llevada a cabo en los últimos años para la legalización del aborto en Argentina, epicentro de luchas feministas que se han desarrollado en varios otros países. El movimiento feminista pudo defender la vida al poner la vida que llevamos en la agenda. 

Ha sido capaz de visibilizar la vida de mujeres terriblemente oprimidas y, al mismo tiempo, defender sus vidas, su derecho a vivir, su derecho a decidir y su derecho a la autonomía de sus cuerpos – primer territorio que tenemos nosotras – como materialización digna de la vida que pretendemos defender.

Al defender la vida buscando ver cómo sucede en cada esquina; al defenderla buscando escuchar las voces de vidas silenciadas y tratadas como desechables (o incapaces de narrativa), el movimiento de mujeres enseña que es posible defender la vida sin el falso consenso que nos pone de manos atadas a nuestros violadores.

Luchar por la legalización del aborto nos ayudó a debatir qué es la vida que defendemos y cómo podemos defenderla en toda su multiplicidad y diferencia, en toda su libertad y autonomía.

No en vano, el movimiento feminista que defiende la vida desde una perspectiva autónoma de mujeres, se catapulta de inmediato al debate sobre el racismo, el debate sobre la colonización, el debate sobre cuestiones de clase, el debate sobre el territorio, el modelo económico y la ecología.

Es necesario pensar en todas estas dimensiones para que nuestra defensa no sea hipócrita. Millones de vidas de personas continúan amenazadas por la propagación del virus, por el hambre, por la violencia racista del estado, por el extractivismo ampliado y sin límites; las vidas de millones de personas están amenazadas por nuestro silencio, por la continuidad del capitalismo y quedará más amenazada todavía si nos sumamos a cualquier coro con vampiros hipócritas de la sangre de los pobres.

Haz de tu cuarentena un acto de desobediencia activa.

Si puedes salir de la casa una vez por semana, haz  de este día, más allá de comprar comida, que sea para realizar alguna acción política de desobediencia en solidaridad activa.

Hay personas que distribuyen alimentos, hay personas que registran anónimamente delitos estatales para denunciar, hay personas que pegan pancartas, a la noche, con dichos rebeldes. Hay quienes ofrecen un plato de comida a los moto-entregadores precarizados, que brindan atención psicológica gratuita, que ayudan a las mujeres en situaciones de violencia. Defendemos la vida y no aceptamos estar al lado de nuestros violadores ú de nuestros asesinos.

Como hizo el movimiento feminista, es necesario encontrar la expresión más radical de la defensa de la vida y apostar por ella. Apostar en construir redes subterráneas, donde cada ventana sea – como lo es cada cocina – una puerta para la solidaridad anticapitalista.

Es necesario defender la vida, toda la vida, porque todas las vidas importan y la pandemia revela que muchas de nuestras vidas no figuran en los cálculos de sobrevivientes que hacen el gobierno y los capitalistas.

Es necesario volver viral la rebeldía, a la misma velocidad que avanza el hambre y en la misma intensidad con la violencia que nos golpean. Es necesario descubrir una nueva forma de rebelarse todos los días, una forma de resistir y sobrevivir, de ser solidarias y de ayudar nuestra gente a preservar su existencia. 

Vivas queremos las protagonistas del cambio que el mundo necesita y que el futuro merece.  Vivas queremos las protagonistas del mundo pós-pandemia que ahora mismo estamos disputando.  

¡A luchar!


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