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O Movimento de mulheres cresce e se organiza transversalizando uma série de lutas que vão desde a defesa de territórios ameaçados até as mais diversas lutas contra todo tipo de opressão. No Brasil o cenário político adverso – que expressa o ajuste fiscal que no mundo inteiro arranca o couro dos pobres – comporta contraditórios avanços que tem se dado nas lutas. No Rio de Janeiro, cartão postal de um país profundamente desigual, nasce uma revista feita por e para mulheres lésbicas, a Revista Brejeiras. Nós, da Revista Amazonas, preparamos uma breve entrevista com estas mulheres incríveis para compartilhar esse trampo e para que a gente possa se fortalecer entre mulheres.

 

Helena Silvestre – Imagino que essa seja a pergunta que vocês mais respondem na vida mas… não posso evitar: Como surge a Brejeiras?

Brejeiras – Brejeiras surge de uma viagem que fizemos entre amigas a um sítio. No frescor da serra, na umidade do rio, elaborando todo calor de luta que enche nosso cotidiano, surge a Revista Brejeiras como sonho, já cheio de projetos de editorias. Surge, também, do vácuo de publicações específicas para lésbicas e da falta de narrativas lésbicas nos meios de comunicação privados e alternativos. Percebemos que mesmo em pautas específicas sobre a população LGBT, como o dia de luta contra a LGBTfobia, as mulheres lésbicas não têm voz e nem fotografia nas matérias. E mesmo no mês da visibilidade lésbica os veículos de comunicação raramente fazem cobertura. Por tudo isso, dizemos que Brejeiras surge do desejo, da luta, do afeto e da resistência.

 

Helena Silvestre –  Acabamos de passar pelo dia 17 de maio, Dia Internacional de Combate à Homofobia, Lesbofobia e Transfobia e aconteceu há poucos dias, aqui em São Paulo e em outros lugares, a Caminhada das Mulheres Lésbicas e Bissexuais. Na opinião de vocês, quais são os maiores desafios do movimento hoje e como enxergam o aporte

das Brejeiras nesse contexto​?

Brejeiras – Dias de luta e ocupar as ruas em caminhadas por si só são grandes desafios. Para nós mulheres, criadas para competir entre nós, e tão ameaçadas na ocupação das ruas e dos

espaços políticos, fazer uma caminhada e estar juntas é uma grande conquista. Parabenizamos as minas de São Paulo, as de Fortaleza e as tantas outras que estão conseguindo organizar e sustentar nas ruas as caminhadas lésbicas. A caminhada lésbica é um instrumento de organização pela visibilidade, pela sobrevivência e pela resistência.

Em relação à despatologização de nossas identidades e de nossas vidas, esta é uma pauta viva. Nenhum direito está garantido se não lutarmos todos os dias por ele. Vivemos tempos de golpe!

Garantir direitos conquistados é importante, mas seguimos com muitas outras reivindicações. Lutamos por protocolos de atendimentos ginecológicos para mulheres lésbicas que nos protejam das lesbofobias repetidamente presentes no nosso acesso à saúde; acesso a programas de saúde reprodutiva; políticas de permanência nas escolas que enfrentem machismo, lesbofobia e racismo, diminuindo nossos índices de evasão escolar. Lutamos para que se produzam dados para conhecermos como estão os índices de evasão escolar da população LGBT. E ainda no âmbito da escola, lutamos para que o manto branco e omisso do bullying não apague e despolitize as opressões que vivemos.

 

Helena Silvestre – Se evidenciou recentemente o caso de um banco que demitiu um funcionário evidentemente por homofobia. O mesmo banco, no entanto, criou um slogan

comemorativo da diversidade que circulou neste mês em que se dá mais visibilidade ao tema. Como vocês veem as conquistas que o movimento tem alcançado e a tentativa de cooptação delas para uma narrativa de mercado?

Brejeiras –Difícil de acreditar em um banco friendly! E os veículos de comunicação, principalmente as novelas, capitalizam as nossas vidas para geração de mais riqueza para os poderosos.

Acima de tudo é preciso discutir raça e classe nessas intenções.

A própria noção de diversidade sexual em geral é utilizada para afirmar diferenças e esconder desigualdades e hierarquias. Nessa lógica, LGBTIs (principalmente, senão exclusivamente, gays) são vistos como um “novo” nicho de mercado, mas isso faz parte de uma tentativa de apagamento de uma questão muito maior. Uma lógica que nos segrega e aponta que somos diferentes, mas ao mesmo tempo tenta nos transformar em mercado consumidor. Nossos modos de vida não são apenas diferentes, somos dissidentes da lógica capitalista de divisão sexual do trabalho. Ser lésbica pode implicar em romper com a lógica da competição entre mulheres, em enfrentar frontalmente a feminilização da pobreza. Ser lésbica é uma revolução que subverte a lógica do consumo e mexe com as estruturas da Produção.

 

Lançamento da revista Brejeiras,Centro,RJ,de Adriana Medeiros.

 

Helena Silvestre –  Como funciona o dia a dia de trabalho da revista? Como se dá a circulação da revista e – principalmente – como a gente pode acompanhar e fortalecer a Brejeiras?

Brejeiras- Quando pensamos a revista, imaginávamos que ela teria 8 páginas e tudo era muito menor do que está sendo. Na primeira edição, lançamos com 16 páginas, mesmo depois de alguns cortes. Imprimimos 100 exemplares, pois esse era o dinheiro que tínhamos e fizemos uma festa em que chamamos as amigas para tocar, cantar e falar. As amigas chamaram as amigas, e como uma puxa a outra, o brejo se reuniu e, em duas horas, a revista estava esgotada, a rua lotada e muito afeto sapatão circulando.

Quando percebemos que as sapas continuavam pedindo a revista de todas as partes do Brasil e fora do país, decidimos fazer mais uma impressão. Desta vez, foram 250 exemplares. Mais uma vez, a revista esgotou (e ainda bem!). Nos dividimos em algumas tarefas e nos unimos em outras. Escrevemos as cinco juntas às vezes, outras em dupla, outras em trio e ,a partir da segunda edição, também teremos colunas que assinamos individualmente. Por meio de nossas redes sociais, e nosso email (revistabrejeiras@gmail.com) as sapas fazem seus pedidos de revista, assim nos comunicamos e enviamos as revistas por Correios.

Acumulamos tarefas e nossas jornadas de outros trabalhos, afazeres domésticos, estudos, universidade e brejas. Fazemos redes sociais, campanhas, formulamos pautas, revisamos textos, procuramos notícias específicas sobre lésbicas, fazemos o clipping, articulamos contatos, espaços, rodas de conversa. Diante desse trabalho hercúleo de comunicação, ainda acumulamos tarefas típicas de administração de um negócio, organizando assinaturas, planilhas e fazendo envio pelos Correios. Nossas reuniões invadem as madrugadas. Acompanhar a Revista Brejeiras nas redes é um dos maiores suportes que as

sapas nos dão. Conseguimos, assim, alcançar sapas de todo o Brasil com nossas campanhas! Nossa revista é colaborativa. Abrimos chamadas nas redes sociais e as leitoras mandam textos, imagens, ilustrações, nos curtem nas redes sociais e participam de nossas campanhas. Contamos ainda com grandes parceiras: Renata Coutinho voluntariamente tem sido diagramadora de nossa revista impressa, Ju Gama é a responsável por nossa logomarca e tem uma coluna sobre astrologia, Laura Ralola é jornalista e nos ajuda com matérias e com o projeto de busca de financiamento.

Queremos manter a festa de lançamento da Brejeiras que foi um sucesso, mas queremos fazer também outros lançamentos e participar de eventos e rodas de conversa por toda cidade do Rio de Janeiro, pelo Brasil e quem sabe por todo esse sul global (risos), assim, estamos sempre em busca de parcerias e espaços para montar nossa barraquinha de venda da revista e para falar da Brejeiras.

 

Helena Silvestre –  Lendo uma entrevista de vocês, lembro de pontuarem o afeto e o cuidado entre mulheres como uma força motriz que encontraram quando se reuniram. Queria que vocês comentassem isso e dividissem um pedacinho dessa reflexão com a gente.

Brejeiras – Somos 5 amigas, nos conhecemos na militância feminista (todas fazemos ou fizemos parte do PreparaNem): Camila Marins, Cristiane Furtado, Laila Maria, Luísa Tapajós e Roberta Cassiano. Fortalecemos nossos vínculos nas mesas de bares, nos cuidamos nos momentos difíceis, encaramos juntas esse tempo de golpe, construímos um sonho e enfrentamos de mãos dadas a precarização imposta pelo capital.

Estar entre nós, nos proporciona muita troca. O amor e afeto sapatão são potentes. Juntas, conversamos sobre política, amor, dificuldades, relacionamentos, nos encontramos em nossas vivências, nos apoiamos, nos divertimos. Em nossas reuniões pautamos as colunas, as editorias e os problemas cotidianos, cada uma fala dos seus gatos, dos seus trabalhos, dos amores e dos planos. Com a revista enfrentamos lesbofobias internalizadas, ampliamos nossos imaginários e sonhamos, como sonhamos. Quem será nossa próxima capa? Quem vai sair do armário na nossa revista? De quem somos fãs e quem virou nossa fã? São muitas gargalhadas…

 

Helena Silvestre –  ​Como vocês veêm essa onda de lutas que vai tomando países da America latina inteira em defesa da legalização do aborto?

Brejeiras – Legalizar o aborto é uma urgência de sobrevivência. Parece impossível estarmos em 2018 e ainda não termos garantida a autonomia sobre os nossos corpos e nossas escolhas. É fundamental que estejamos nas ruas, nas redes e em todos os espaços para lutar pela legalização do aborto. Nós, mulheres lésbicas, sofremos com o estupro corretivo, quando os homens acham que podem “corrigir” nosso afeto e nossa orientação sexual. Este tipo de prática, muitas vezes, ocorre dentro das famílias e é uma forma muito violenta de feminicídio. Na clandestinidade do aborto, sabemos que quem morre são as mulheres negras e pobres. Estar na luta pela legalização do aborto é dizer SIM pela vida das mulheres.

 

Para conhecer:

Segue as mina https://www.facebook.com/revistabrejeiras/

Equipe Maravilhosa

 

Camila MarinsCamila Marins – Mulher negra e sapatão. Sou jornalista dos fatos, poeta das ruas e treteira sem hora. Taurina com ascendente em Leão, reivindico meu crédito, meu trabalho, nossa luta. Quando fico triste ou brava, lembro das canções “Você vai se arrepender de levantar a mão para mim” (Elza Soares) e “Não mexe comigo, porque eu não ando só” (Maria Bethania).

 

Cris Furtado – sapatona violeira, dos becos da história sou professora, dos bares frequentadora. Aquariana com lua em leão. Sou de luta, sou brejeira!

 

Laila Maria – preta, leonina, mas muito virginiana, apaixonada pela brejeiras, das humanas e da Bahia.

 

Luísa Tapajós – feminista, gorda e sapatão. Psicóloga e amante de poesia. Rebola até o chão e não foge da luta… nem da faxina. Pode vir forte que eu sou do norte!

 

Roby Cassiano – Meu quem é feito de trânsitos e trocas. Mulheres e palavras compõem o sentido do meu sendo, enquanto posso. Entre livros de filosofia e botequins de esquina, traço meus gestos de força e afeto. A sala de aula é minha trincheira e o mundo, minha escola

 

 

 

 

ENTREVISTA A LA REVISTA  BREJEIRAS

El Movimiento de mujeres crece y se organiza transversalizando una serie de luchas que van desde la defensa de territorios amenazados hasta las más diversas luchas contra todo tipo de opresión. En Brasil el escenario político adverso -que expresa el ajuste fiscal que en todo el mundo arranca el cuero a los pobres- comporta contradictorios avances que se han dado en las luchas. En Río de Janeiro, postal de un país profundamente desigual, nace una revista hecha por y para mujeres lesbianas, la Revista Brejeiras. Nosotras, de la Revista Amazonas, preparamos una breve entrevista con estas mujeres increíbles para compartir ese trabajo y para que podamos fortalecernos entre mujeres.

 

Helena Silvestre – Imagino que esa es la pregunta que más responden en la vida pero … no puedo evitar: ¿Cómo surge a Brejeiras?

Brejeiras – Brejeiras surge de un viaje que hicimos entre amigas a una quinta. En la frescura de la sierra, en la humedad del río, elaborando todo calor de lucha que llena nuestro cotidiano, surge la Revista Brejeiras como sueño, ya lleno de proyectos de editoriales. También surge del vacío de publicaciones específicas para lesbianas y la falta de narrativas lesbianas en los medios de comunicación privada y alternativa. Se percibe que incluso en pautas específicas sobre la población LGBT, como el día de lucha contra la LGBTfobia, las mujeres lesbianas no tienen la voz y la fotografía en las materias. Y, incluso en el mes de visibilidad lesbiana, los vehículos de comunicación raramente cubren. Por todo ello, decimos que Brejeiras surge del
deseo, de la lucha, del afecto y de la resistencia.

 

Helena SilvestreSe evidenció recientemente el caso de un banco que despidió a un funcionario evidentemente por homofobia. El mismo banco, sin embargo, creó un lema
conmemorativo de la diversidad que circuló este mes (junio) en que se da más visibilidad
al tema. Como ustedes ven las conquistas que el movimiento ha alcanzado y el intento de cooptación de ellas para una narrativa de mercado?

Brejeiras – ¡Difícil de creer en un banco amistoso! Y los vehículos de comunicación, principalmente las novelas, capitalizan nuestras vidas para generar más riqueza para los poderosos.
Por encima de todo hay que discutir raza y clase en esas intenciones.
La propia noción de diversidad sexual en general se utiliza para afirmar diferencias y ocultar desigualdades y jerarquías. En esta lógica, LGBTI (principalmente, si no exclusivamente, gays) se ven como un “nuevo” nicho de mercado, pero esto forma parte de un intento de borrar una cuestión mucho mayor. Una lógica que nos divide y, señala que somos diferentes, pero al mismo tiempo intenta transformarnos en mercado consumidor. Nuestros modos de vida no son sólo diferentes, somos disidentes de la lógica capitalista, de la división sexual del trabajo. Ser lesbiana puede implicar en romper con la lógica de la competencia entre mujeres, en enfrentar frontalmente la feminización de la pobreza. Ser lesbiana es una revolución que subvierte la lógica del consumo y que toca las estructuras de producción.

 

Lançamento da revista Brejeiras,Centro,RJ,de Adriana Medeiros.

 

 

Helena Silvestre – ¿Cómo funciona el día a día de trabajo de la revista? ¿Cómo se da la circulación de la revista y – principalmente – cómo la gente puede acompañar y fortalecer a Brejeiras?

Brejeiras – Cuando pensamos en la revista, imaginábamos que ella tenía 8 páginas y todo era mucho menor de lo que está siendo. En la primera edición, lanzamos con 16 páginas, incluso después de algunos cortes. Imprimimos 100 ejemplares, pues ese era el dinero que teníamos y hicimos una fiesta en la que llamamos a las amigas para tocar, cantar y hablar. Las amigas llamaron a otras amigas, y como una trae otras, el “brejo” se reunió y, en dos horas, la revista estaba agotada, la calle llena y mucho afecto lesbiano circulando.
Cuando percibimos que las tortas continuaban pidiendo la revista desde todas las partes de Brasil y  de afuera del país, decidimos hacer otra impresión. Esta vez, fueron 250 copias. Una vez más, la revista ha agotado (y qué bueno!). Nos dividimos en algunas tareas y nos unimos en otras. Escribimos las cinco juntas a veces, otras en doble, otras en trío y, a partir de la segunda edición, también tendremos columnas que firmamos de forma individual. A través de nuestras redes sociales, y nuestro correo electrónico (revistabrejeiras@gmail.com) las tortas hacen sus pedidos de revista, así nos comunicamos y enviamos las revistas por Correos.

Acumulamos tareas con nuestras jornadas de otros trabajos, tareas domésticas, estudios, universidad y cervezitas. Hacemos redes sociales, campañas, formulamos pautas, revisamos de los textos, buscamos noticias específicas sobre lesbianas, hacemos el clipping, articulamos contactos, espacios, ruedas de conversación. Ante este trabajo hercúleo de comunicación, aún acumulamos tareas típicas de administración de un negocio, organizando firmas, hojas de cálculo y envío por correo. Nuestras reuniones invaden las noches. Acompañar la Revista Brejeiras en las redes es uno de los mayores soportes que las tortas nos dan. Conseguimos, así, alcanzar tortas de todo Brasil con nuestras campañas!
Nuestra revista es colaborativa. Abrimos llamadas en las redes sociales y las lectoras mandan textos, imágenes, ilustraciones, nos disfrutan en las redes sociales y participan de nuestras campañas. También contamos con grandes parejas: Renata Coutinho voluntariamente hace la diagramación de la revista impresa, Ju Gama es la responsable de nuestra logomarca y mantiene una columna sobre astrología, Laura Ralola es periodista y nos ayuda con el proyecto de búsqueda de financiamiento.
Queremos mantener la fiesta de lanzamiento de Brejeiras que fue un éxito, pero queremos hacer también otros lanzamientos y participar en eventos y ruedas de conversación por toda la ciudad de Río de Janeiro, por Brasil y quien sabe por todo ese sur global (risas), así, estamos siempre en busca de alianzas y espacios para montar nuestra barra de herramientas, para la venta de la revista y para hablar de Brejeiras.

 

Helena Silvestre – Leyendo una entrevista de ustedes, recuerdo de puntuaren el afecto y el cuidado entre mujeres como una fuerza motriz que encontraron cuando se reunieron. Quería que ustedes comentasen eso y compartisen una partezita de esa reflexión con nosotras.

Brejeiras – Somos cinco amigas y nos conocimos en la militancia femenista (Todas hacemos ó hicimos parte del PreaparaNem): Camila Marins, Cristiane Furtado, Laila Maria, Luísa Tapajós e Roberta Cassiano. Fortalecemos nuestros vínculos en las mesas de bares, nos cuidamos en los momentos difíciles, encaramos juntas ese tiempo de golpe, construimos un sueño y enfrentamos de manos dadas la precarización impuesta por el capital.
Estar entre nosotras, nos proporciona mucho intercambio. El amor y el afecto lesbiano son potentes. Juntas, conversamos sobre política, amor, dificultades, relaciones, nos encontramos en nuestras vivencias, nos apoyamos, nos divertimos.
En nuestras reuniones pautamos las columnas, los editoriales y los problemas cotidianos, cada una habla de sus gatos, de sus trabajos, de los amores y de los planes. Con la revista enfrentamos lesbofobias internalizadas, ampliamos nuestros imaginarios y soñamos, como Soñamos. ¿Quién será nuestra próxima portada? ¿Quién va a salir del armario en nuestra revista? ¿De quiénes somos fans y quién se ha vuelto nuestra fan? Son muchas carcajadas …

 

Helena Silvestre – ¿Cómo ven ustedes esa ola de luchas que va tomando países de América latina entera en defensa de la legalización del aborto?

Brejeiras – Legalizar el aborto es una urgencia de supervivencia. Parece imposible estar en el 2018 y todavía no hemos garantizado la autonomía sobre nuestros cuerpos y nuestras opciones. Es fundamental que estemos en las calles, en las redes y en todos los espacios para luchar por la legalización del aborto. Nosotras, mujeres lesbianas, sufrimos con la violación correctiva, cuando los hombres creen que pueden “corregir” nuestro afecto y nuestra orientación sexual. Este tipo de práctica, muchas veces, ocurre dentro de las familias y es una forma muy violenta de feminicidio. En la clandestinidad del aborto, sabemos que quienes mueren son las mujeres negras y pobres. Estar en la lucha por la legalización del aborto es decir SI por la vida de las mujeres.

 

Para conocer:

Sigue las minas https://www.facebook.com/revistabrejeiras/

 

Equipo Maravillosa

Camila MarinsMujer negra y torta. Soy periodista de los hechos, poeta de las calles y peleadora sin hora. Taurina con ascendente en León, reclamo mi crédito, mi trabajo, nuestra lucha. Cuando me siento triste o brava, recuerdo las canciones “Usted se arrepentirá de levantar la mano para mí” (Elza Soares) y “No te metas conmigo, porque yo no camino sola” (Maria Bethania).

 

Cris Furtado – Torta, guitarrista, de los callejones de la historia soy profesora, de los bares frecuentadora. Aquariana con luna en león. ¡Soy de lucha, soy brejeira!

 

Laila Maria – Negra, leonina, pero muy virginiana, apasionada por las brejeras, de las humanas y de Bahía.

 

Luísa Tapajós – Femenista, gorda y torta. Psicóloga y amante de la poesía. Baila bajando hasta el suelo y no huye de la lucha … ni de la limpieza. ¡Puede venir fuerte que soy del norte!

 

Roby Cassiano – Mi quién está hecho de tránsitos y intercambios. Las mujeres y las palabras componen el sentido de mi ser, mientras puedo. Entre libros de filosofía y boliches de esquina, escribo mis gestos de fuerza y ​​afecto. Las clases son mi trinchera y el mundo, mi escuela

 

Militante de las luchas por el territorio en las periferias de Brasil, y sobre todo, São Paulo. Escribe, canta, toca, baila y habla más de lo que debería. Comunista libertaria, feminista afro-indígena y favelada.

Militante das lutas do território nas periferias do Brasil e mais que tudo em São Paulo. Escreve, canta, toca, dança e fala mais do que deveria. Comunista libertária, feminista afro-indígena e favelada.

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