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Invisibilidade, às vezes, parece esconder a dor de uma condição de inexistência social e afetiva. Qual lugar é ocupado no cotidiano pelo amor lésbico? Com certeza não é na ceia de natal nem no ceio da velha família. Clandestino é o amor fora de todas as leis.

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Ainda me lembro daquele natal. Uma mesa farta, uma família composta por casais héteros, filhos, primos e até cachorro tinha, mas logo ali, na rua de cima, havia o isolamento de duas mulheres. Uvas passas, ameixa, peru, manjar, maionese e comidas natalinas sempre foram as favoritas de uma das fanchas.

O relógio da pequena casa aponta 23h30, a barriga sinaliza a fome e os olhos da casa, a tristeza. Das duas, apenas uma delas foi convidada para a ceia. Não que ela fosse bem-vinda, mas o espírito natalino forçava a família tradicional a conviver, nem que fosse apenas por algumas horas, com a sapatona desobediente.

Uma delas prefere comer pipoca (era o que tinha). A outra, taurina, decide ir até o local da ceia, cumprimentar a avó, o irmão mais novo e, quem sabe, adquirir alguns alimentos natalinos. Do caminho de sua casa até a residência de seus familiares, Ana percebe que casais tradicionais se preparam para os cumprimentos festivos e religiosos da meia noite. Enquanto isso, Maria está dentro da pequena casa escondida. Escondida da lesbofobia dos familiares, dos vizinhos e das violências verbais que o casal já viveu pelos entes não tão queridos. Assim, dentro daquilo que se chama território, quilombo ou família se dá o início da clandestinidade lésbica.
Ao entrar na casa de seus familiares, Ana percebe que os olhares estão voltados para ela. Por um momento Ana pensa que eles perguntariam de Maria, mas como perguntar de Maria se nem a conhecem? Não conhecem, pois em algum momento aquele núcleo demonstrou a falta de vontade em conhecer o amor de Ana. Ana tinha sido ousada demais por ter rompido com a heterossexualidade compulsória e desfeito um casamento que muitos pensaram ser sólido.

Agora lésbica e com um filho da antiga relação, Ana colhe os frutos podres do seu rompimento. Seis anos se passaram e Ana ainda teme pela sua vida, de seu filho e de sua companheira. Romper com essa masculinidade é, muitas vezes, assinar a carta de perseguição e poucas mulheres que ferem o “ego masculino” saem dessas a salva. Ana, junto com Maria, vem contrariando as estatísticas.

São também recorrentes situações em que o assassino é o ex-marido/ namorado/companheiro da ex-esposa/namorada/companheira da lésbica ou o ex-marido/namorado/companheiro da lésbica. Nestes casos, costumam ser homens que participaram do começo da vida sexual adulta da lésbica, que descobrem sua orientação sexual e cometem o assassinato (Dossiê sobre lesbocídio no Brasil: de 2014 até 2017, p.28).

Não podendo demorar muito, mas de olhos bem abertos nas comidas de Natal, Ana cumprimenta todos. Falta pouco para a meia noite e a comida já seria liberada. Feliz Natal!

As pessoas passam a se abraçar. Tios, primos, namoradas, namorados e novamente o cachorro têm certeza que fazem parte da família. Todos estão rodeados de amor, menos Ana. Falta ali um pedaço da história, falta ali o seu amor. Um vazio se instala em seu coração e os olhos, que na pequena casa brilhavam de amor, agora se fecham sentindo dor, dor essa de um amor que não é permitido. Queria ela poder abraçar a companheira, que também queria estar ali a meia noite enchendo o bucho de comidas natalinas. Tinha até mousse de maracujá, o preferido de Maria.

A fome insiste em apertar. Que mania é essa de comer só depois da meia noite? Entre a sensação de fome e o sentimento de tristeza, Ana começa a se questionar: Seria injusto com Maria participar da ceia sem ela? Ligeiramente, sem que ninguém veja, a taurina saca um tupperware da bolsa e coloca o máximo de comida que consegue, menos o mousse de maracujá. Não daria para misturar o peru e o doce no mesmo pote. Naquela noite de natal a ceia das sapatonas seria sem sobremesa.
Ana se despede de todos e volta pro seu refúgio. Ficariam quanto tempo às escondidas? Viveriam em sua querida quebrada por mais quantos anos sem que ninguém as percebessem? O medo era apenas de seus familiares? Subindo a viela no caminho de casa, Ana sente sua espinha gelar com esses pensamentos. Lembra de algumas notícias desesperadoras que leu num site sobre lesbocídio. Viu que muitas lésbicas ao se assumirem sofrem abusos e o que mais apavora é que esses abusadores, corretores de lésbicas, são normalmente próximos das vítimas.

Viver de uma forma clandestina muitas vezes é não ter que arriscar a própria vida. Nó na garganta e um grito impedido por ela mesma passam a sufocar. O que tinha de errado com o amor entre duas mulheres? Por que o amor a elas era negado?
Herdeira do medo, medo de um Estado patriarcal, racista, machista e LGBTfóbico, por vezes Ana tem pensamentos suicidas. São tantas as dores e tantos os obstáculos que a impossibilitam de sorrir. Segundo o Dôssie sobre lesbocídio no Brasil, o número de lésbicas que cometem suicídio vem aumentando, sendo levantado 19 casos só em 2017. Ana temia ser o vigésimo.

Durante a ceia das duas, Ana olha bem para Maria, que está ali muda e mais uma vez sente medo. Diferente de Ana, Maria desde pequena nunca gostou das cores rosa, roxo ou lilás e amarelos com florzinhas lhe davam náuseas. Maria gostava mesmo do arco-íris e das “brincadeiras de meninos”. Taco, futebol, pipa e carrinho de rolemã deixavam Maria em êxtase. O pai de Maria, sempre muito violento, batia na mesma para que ela “virasse uma menina”. Mas o que é “virar uma menina”? Sua mãe temia pelo futuro da filha, sabia que Maria não era menos menina por jogar bola, mas também sabia que ela sofreria pela negação do que é imposto ao sexo feminino.

Ana, ao lembrar das histórias contadas por Maria, lembra das noites que sua companheira passou acordada no sítio por causa do tio Renato. Ana gela e lembra que dormir nas férias para Maria era perigoso. Na madrugada, esse homem barbudo e mal cheiroso entrava no quarto e se o sono tivesse pego a menina, ela era despertada com mãos sob seu corpo e, mesmo com a luz apagada, sabia que era seu tio que ali estava pronto para corrigir a sobrinha rebelde que aos 15 anos ainda não tinha namorado e nem falava sobre garotos.
Ana também lembra que a anos atrás se iniciou uma nova fase na vida de Maria: Em 2010, no almoço de páscoa os familiares de Maria se reuniram à mesa. Muitas conversas, Maria a mais calada e Renato na ponta da mesa a olhava de forma predatória. Maria sente nojo, medo e muito ódio e, em e movimento desesperado, grita e corre para o quarto da tia. As mulheres da mesa foram as únicas a irem atrás da menina, para os outros Maria parecia uma adolescente estranha. No quarto, se sentindo um pouco mais segura, Maria mesmo assustada relatou os abusos do tio. Para sua surpresa sua mãe, no meio das tias e primas, foi a única a acreditar na menina e as outras acreditaram ser uma invenção, alegando que Renato jamais faria isso. A mãe também assustada levou Maria embora e ambas pediram o apoio do pai ao chegarem em casa. Esse, de forma bem violenta, respondeu que a menina era uma vergonha para a família, afirmando que Renato não seria capaz de fazer isso e que sua filha não era mais bem-vinda naquele lar. A mãe, sem saber o que fazer e com 4 filhos pequenos, arrumou uma bolsa com algumas frutas, roupas e um celular escondido e desejou à filha que Nossa Senhora à acompanhasse pelo caminho. Em lágrimas, as duas se despediram. Maria passou a estar sozinha no mundo, não mais como uma jovem lésbica clandestina e sim como uma adolescente de olhos negros e assustada.

O mousse de maracujá que Ana comera se mistura com o gosto salgado de suas lágrimas. Ana sente vontade de embalar Maria em seus braços e nunca mais tirá-la de lá. Por vezes, o abraço é o único lugar seguro para uma sapatão.

Nesse abraço quente, as duas temem o futuro, o medo do apagamento, da morte e de todas as violências que perpassam o lesbocídio. Lembram de Luana, Katia, Brenda e tanta outras que o amor não foi capaz de salvar.

A lesbofobia é forma integrante do patriarcado, uma vez que lésbicas não se submetem as normas de heterossexualidade. Assim, mulheres que amam outras mulheres são como uma ameaça a esse sistema patriarcal.

A questão da orientação sexual das mulheres assassinadas no Brasil não consta como um dado fundamental na maioria dos estudos atuais do feminicídio, o que demonstra uma falta de dados sobre lesbofobia e também um aspecto da lesbofobia institucional e da invisibilidade lésbica (Dossiê sobre lesbocídio no Brasil: de 2014 até 2017, p.21).

Mulheres lésbicas são uma parte da população que está sistematicamente apartada de seus direitos básicos, incluindo o convívio familiar. São alvo de discriminação, que as impossibilitam de exercer seus direitos e deveres como qualquer outro cidadão. O lesbocídio e a clandestinidade são expressões da vulnerabilidade social, sexual e de gênero.

 

ES MUCHO MÁS FÁCIL HABLAR DE AMOR, NO DE AMORES CLANDESTINOS

 

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La invisibilidad, a veces, parece ocultar el dolor de una condición de inexistencia social y afectiva. ¿Qué lugar ocupa en la cotidianidad el amor lésbico? Por supuesto, no es la cena de Navidad ni en el seno de la vieja familia. Clandestino, es el amor fuera de todas las leyes.

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Todavía recuerdo aquella Navidad. Una mesa abundante, una familia compuesta por las parejas heterosexuales, los hijos, los primos y hasta el perro estaba, pero luego allí, en la calle de arriba, el aislamiento de dos mujeres.
Uvas pasas, ciruela, postres, manjar, mayonesa y comidas navideñas siempre fueron las favoritas de una de las bolleras.

El reloj de la pequeña casa apunta a las 23h30, el vientre señala el hambre y la mirada dirigida a la casa, la tristeza. De las dos, sólo una de ellas fue invitada a la cena. No es que ella sea bienvenida pero el espíritu navideño forzaba a la familia tradicional a convivir, aunque sólo por unas horas, con la torta desobediente.
Una de ellas prefiere comer palomitas (era lo que había). La otra, taurina, decide ir hasta el lugar de la cena, saludar a la abuela, al hermano menor y, quién sabe, adquirir algunos alimentos de Navidad. Desde el camino de su casa hasta la residencia de sus familiares, Ana percibe que las parejas tradicionales se preparan para los saludos festivos y religiosos de la medianoche. Mientras tanto, María está dentro de la pequeña casa, escondida. Escondida de la lesbofobia de los familiares, de los vecinos y de las violencias verbales que la pareja ya vivió por entes no tan queridos.

Así, dentro de lo que se llama territorio, quilombo o familia se da el inicio de la clandestinidad lésbica.

Al entrar en la casa de sus familiares, Ana se da cuenta de que las miradas están orientadas a ella. Por un momento, Ana piensa que ellos preguntarían por María, pero ¿cómo preguntar por María si ni la conocen? No la conocen, pues en algún momento el núcleo demostró la falta de voluntad por conocer el amor de Ana.

Ana fue demasiado osada por haber roto con la heterosexualidad compulsiva y deshecho una boda que muchos pensaron ser sólida.

Ahora, lésbica y con un hijo de la antigua relación, Ana cosecha los frutos podridos del su ruptura. Seis años pasaron y Ana aún teme por su vida, la de su hijo y la de su compañera. Romper con esa masculinidad es, a menudo, firmar la carta de persecución y pocas mujeres que hieren al “ego masculino” salen de eso a salvo.

Ana, junto a María, viene contrariando las estadísticas.

También son recurrentes situaciones en las que el asesino es el ex marido /
el novio / compañero de la ex-esposa / novia / compañera de la lesbiana o el ex-
marido / novio / compañero de la lesbiana. En estos casos, suelen ser hombres que participan en el comienzo de la vida sexual adulta de la lesbiana, que descubren la orientación sexual y cometen el asesinato (Dossier sobre lesbocidio en Brasil: 2014 hasta 2017, p.28).

No puede tardar mucho, pero con los ojos bien abiertos en las comidas de Navidad, Ana saluda a todos. Falta poco para la medianoche y la comida ya será liberada. ¡Feliz navidad!

La gente pasa a abrazarse. Tíos, primos, parejas, novias y novios de nuevo el perro; están seguros de que forman parte de la familia. Todos están rodeados del amor, menos Ana. Falta allí un pedazo de la historia, falta allí su amor. Un vacío se instala en su corazón y los ojos, que en la pequeña casa brillaban de amor, ahora se se cierran sintiendo dolor, dolor de un amor que no está permitido.

Quería poder abrazar a la compañera, que también quería estar allí a medianoche llenando la panza de comidas navideñas. Había, incluso, un postre -mousse de maracuyá, el preferido de María.

El hambre insiste en apretar. ¿Qué manía es esa de comer sólo después de la medianoche? Entre la sensación de hambre y el sentimiento de tristeza, Ana comienza a cuestionarse: ¿Sería injusto con María participar de la cena sin ella? Ligeramente, sin que nadie vea, la taurina saca una vajilla plastica de la bolsa y pone en ella el máximo de comida que consigue, menos el mousse de maracuyá. No sería bueno mezclar el pavo y el dulce en el mismo bote.
En aquella noche de Navidad la cena de las tortas sería sin postre.

Ana se despide de todos y vuelve a su refugio. ¿Cuánto tiempo quedarían ocultas? Vivirían en su querido barrio por cuántos años más sin que nadie las percibiera? ¿El miedo era sólo de sus familiares?

Subiendo la calle en el camino de casa, Ana siente su espina helada con esos pensamientos. Recuerda algunas noticias desesperantes que leyó en un sitio sobre lesbocidio. Vio cómo a menudo las lesbianas, al asumirse, sufren abusos, y lo que más daba miedo es que esos abusadores, los correctores de lesbianas, son normalmente cercanos a las víctimas.

Vivir de una forma clandestina muchas veces es no tener que arriesgar la propia la vida.

Nudo en la garganta, y un grito impedido por ella misma, sofocado. ¿Qué había tan terrible en el amor entre dos mujeres? ¿Por qué el amor les era negado?
Heredera del miedo, miedo de un Estado patriarcal, racista, machista y LGBTfóbico, a veces Ana tiene pensamientos suicidas. Son tantos los dolores y tantos obstáculos que le impiden sonreír. Según el Dossier acerca del lesbocedio en Brasil, el número de lesbianas que cometen suicidio viene aumentando, siendo levantado 19 casos sólo en 2017. Ana temía ser el vigésimo.

Durante la cena de las dos, Ana mira bien a María, que está allí callada y una vez más una siente miedo. A diferencia de Ana, a María nunca le gustaronó los colores rosa, púrpura y amarillo con florcitas, de pequeña le daban náuseas. A María le gustaba el arco iris y los “juegos de niños”. Taco, fútbol, cometa y carrito de rollo dejaban a María en éxtasis. El padre de María, siempre muy violento, la golpeaba para que ella “se volviera una niña”. Pero, ¿qué es “voltearse una niña”?
Su madre temía por el futuro de la hija, sabía que María no era menos niña por jugar a la pelota, pero también sabía que ella iba a sufrir por la negación de lo que es impuesto al sexo femenino.

Ana, al recordar las historias contadas por María, recuerda las noches que su compañera pasó despierta por el tío Renato. Ana congela y recuerda que dormir en las vacaciones para María era peligroso. En la madrugada, ese hombre barbudo y mal oloroso entraba en la habitación y si el sueño hubiera atrapado a la niña, ella despertaba con manos en todo su cuerpo e, incluso con la luz apagada, sabía que era su tío que allí estaba, para “corregir” a la sobrina rebelde que a los 15 no no tenía todavía novio y ni siquiera hablaba sobre chicos.
Ana también recuerda que a años atrás se inició una nueva fase en la vida de María: en 2010, en el almuerzo de Pascua los familiares de María se reunieron a la mesa. En muchas conversaciones, María era la más callada y Renato, en la punta de la mesa, la miraba de forma depredadora. María siente asco, miedo y mucho odio y, en un movimiento desesperado, grita y corre hacia la habitación de la tía. Las mujeres de la mesa fueron las únicas a ir detrás de la niña, para los otros María parecía una adolescente extraña. En la habitación, sintiéndose un poco más segura, María muy asustada relató los abusos del tío. Para su sorpresa, su madre, en medio de las tías y primas, fue la única que creyó a la niña, mientras las otras creyeron que era una invención, alegando que Renato jamás lo haría. La madre, también asustada, llevó María a la casa y ambas pidieron el apoyo de su padre al llegar. Este, de forma bien violenta, respondió que la niña era una vergüenza para la familia, afirmando que Renato no sería capaz de hacer eso y que su hija no era más bienvenida en aquel hogar.
La madre, sin saber qué hacer y con 4 hijos pequeños, arregló una pequeña bolsa con algunas frutas, ropa y un teléfono oculto y deseó a la hija que Nuestra Señora la acompañara por el camino. En lágrimas, las dos se dijeron adiós.

María pasó a estar sola en el mundo, no más como una joven lésbica clandestina y sí como una adolescente de ojos negros y asustada. El mousse de maracuyá que Ana comerá se mezcla con el gusto salado de sus lágrimas. Ana siente voluntad de embalar a María en sus brazos y nunca más sacarla de allí. A veces, el abrazo es el único lugar seguro para una torta.

En ese abrazo caliente, las dos temen el futuro, el miedo del apagón, de la muerte y de todas las violencias que atravesan el lesboccidio. Lembran de Luana, Katia, Brenda y tantas otras que el amor no fue capaz de salvar.

La lesbofobia es forma integrante del patriarcado, ya que las lesbianas no se somente a las normas de la hetersosexualidad. Así pues, las mujeres que aman otras mujeres son una amenaza contra ese sistema patriarcal.

La cuestión de la orientación sexual de las mujeres asesinadas en Brasil no consta como un dato fundamental en la mayoría de los estudios actuales del feminicidio, lo que demuestra una falta de datos sobre lesbofobia y también un aspecto de la lesbofobia institucional y de la invisibilidad lésbica (Dossier sobre lesbocedio en Brasil: de 2014 hasta 2017, p.21).

Las mujeres lesbianas son una parte de la población que está sistemáticamente apartada de sus derechos básicos, incluyendo la convivencia familiar. Son objeto de discriminación, que las imposibilitan de ejercer sus derechos y deberes como cualquier otro ciudadano. El lesbocidio y la clandestinidad son expresiones de vulnerabilidad social, sexual y de género.

 

 

 

 

Ativista negra e lésbica, integra a Coletiva Luana Barbosa. É uma das idealizadoras da Festa Sarrada no Brejo, um espaço seguro de socialização e afetividade para mulheres lésbicas e bissexuais. Graduanda em Serviço Social (PUC-SP), Fernanda é tamburinista/musicista no Samba Negras em Marcha e Siga Bem Caminhoneira.

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