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Edifício

Nem sempre o termo social se realiza na vida da maneira “positiva” com que intuímos seu sentido e que saudamos sua presença.

500 anos depois do marco fundador de nosso adoecimento gradual e expansivo, chegamos a experimentar um tipo de desenvolvimento que “socializou” muitas desgraças, ao passo que super-concentrou a superacumulação das riquezas que produzimos como povo e que, alienadas de nós, sustentam os canhões que apontam para nossas vidas.

Mais de 470 anos depois do mesmo marco, Foucault nos alertaria sobre essa nossa “desatenção” em compreender – dentro de cada contexto histórico – qual o sentido de social por nós perseguido rumo à emancipação da vida, humana e não humana. 

A emancipação humana pressupõe a emancipação do corpo e embora esqueçamos disso – sempre que reproduzimos algum dispositivo de controle e poder sobre outra vida – o capital nunca se esquece e disputa ferrenhamente o controle dos corpos, aperfeiçoando maneiras cruelmente sofisticadas de nos disciplinar, conter, amoldar, homogeneizar, controlar, manipular, sugar, oprimir e explorar.

Nesse sentido, a ideia de saúde tal como a conhecemos ou tal como foi socializada, representa uma cadeia de elaborações que tomaram distintas formas na história mas parecem ter um ponto comum fundador: o momento da colonização, ao menos encarando a história desde um olho tão miscigenado quanto nativo de Pindorama.

A medicina tem sido construtora e ao mesmo tempo construção da ideia de alguma síntese universal capaz de englobar todas as particularidades (síntese da nossa humanidade), postando-se como uma das seletas entidades legitimadas a definir o que é ou não normal (definindo a norma),  a definir o que é ou não saudável (definindo a saúde), a definir o que é ou não limpo, são, desejável, funcional, inteligente, equilibrado e belo.

Esse edifício racional se ergue por cima de um oceano de corpos colonizados, que expressam em si existências que fogem à norma, corpos que não possuem a pele ou os hábitos do colonizador (que é a síntese humana) e que são arrastados para fora da “normalidade”, tragados pela centrífuga homogeneizante do outro. Toda existência que destoa da síntese universal (branco-homem-hetero-burguês-binário), é transformada numa pasta pretensamente homogênea e anormal, que o colonizador compreende pela ausência de normalidade, pela ausência de sua experiência particular (que ele define e crê universal) e, definindo pela ausência, desenha um vir-a-ser que buscaria (ou deveria buscar) chegar a ser a norma. 

Definindo a tudo que não seja a si e sua trajetória pela ausência, o corpo-ideia colonizador – que é abundância – decreta-se outorgado a conduzir, dirigir, tutelar, ensinar, treinar, disciplinar, normatizar e normalizar toda a vida. Se auto-legitima pela escusa de que colabora com esse vir-a-ser de vidas e povos que, de tão atrasados, nem são ainda. 

Para essa ideia de vir-a-ser, que caminha na linha reta do tempo do progresso, toda rebeldia a esse disciplinamento, toda rebelião contra a norma, toda manifestação de existência que ouse definir-se pelo que é, e não por algo que supostamente lhe falta, deve ser punida, castigada, encarcerada, isolada, internada, dopada, mutilada, amoldada ou mesmo eliminada.

É uma falha no plano. Uma curva na seta do desenvolvimento. Um problema na cadeia de uma lógica que deveria funcionar universalmente sem erros ou bugs.

Queda

Essa ideia universal, ideia de que há alguma coisa onipresente e equivalente geral de qualquer particularidade faz lembrar a centrífuga da mercadoria, que se alimenta arrastando a tudo para seu circuito homogeneizante, que opera com as leis cegas do mercado e da valorização, que só sobrevive tragando a tudo e, portanto, contraditoriamente não pode simplesmente eliminar tudo o quanto é “outro”, tudo o quanto seja “anormal”. Ela precisa sugar permanentemente e para isso estabelece mecanismos de transfusão de vida.

Todo corpo fora da norma, sofre com ela; sofre por nunca alcançá-la, já que ela é mesmo inalcançável à todos – como a maçã pendurada como isca para o cavalo. Todo corpo que escapa à norma existe apesar da norma, esgueirando-se da norma, fugindo das balas que assassinam muito mais aos corpos negros, femininos, pobres e periféricos, burlando a criminalização de seus cultos, cor, memórias e o ocultamento da própria história sob o tapete (Persa) da história universal. Nos diz Foucault:

“o controle da sociedade sobre os indivíduos não se efetua somente pela consciência ou pela ideologia, mas também no corpo e com o copo”  1)Foucault M. O nascimento da medicina social. In: Foucault M Microfísica do poder. 20ª edição. Rio de Janeiro: Graal; 1979

A tecnologia do corpo social – que divide corpo e mente, que separa indivíduo e comunidade e que aparentemente estaria individualizada no atendimento, diagnóstico, proposição e tratamento individuais de doenças – é a aplicação massiva de instrumentos de controle que injetam ânimo no corpo cansado, para que siga trabalhando e produzindo adequadamente para o capital. Ou que disciplinam violentamente e dopam a força de trabalho que se insurge contra as lógicas de tempo, competitividade e produtividade do capital. Por vezes a insurgência é intencional, associada ao questionamento do sistema. Mas na maioria das vezes, o corpo dá sinais de que já não suporta, antes mesmo que a cabeça possa atinar com o significado deste esgotamento estafado.

O adoecimento físico e/ou psíquico alcança números alarmantes, a depressão é banalizada como mal do século, a violência se generaliza com a urbanidade – que define hoje também o ritmo do campo. O povo indígena segue perseguido, violado e assassinado. O povo negro continua agrilhoado no sub-assalariamento, na fome, nas prisões, no trabalho escravo, nos hospícios e filas de farmácias com promoções em que se pode comprar um medicamento e ganhá-lo em dobro.

Cumprir a norma se torna improvável a quase todos e todas. A heteronormatização, o machismo, o racismo, a sociedade de classes arrastam a maioria dos povos da terra para o batalhão de anormais. A família tradicional, o monoteísmo (cristão ou não, católico, pentecostal ou neopentecostal), a superioridade técnica, o desenvolvimento, o progresso, o sapiens dominante sobre a natureza amorfa, tudo isso arrasta quase toda a vida humana e não humana para os batalhões da anormalidade e até o curso dos rios é alterado em nome da sacrossanta norma.

O batalhão é enormemente numeroso e ampliam-se, complexificadas, as dificuldades de manter sobre ele controle e disciplina.

Existir fora da norma, em tempos de super-monitoramento, ultra-disciplinamento, encarceramento, precarização, privatização e genocídio passou a ser, em si mesmo, resistir com o corpo à normalização imposta. 

Negros e negras dão-se conta de que alisar seus cabelos não resolve, de que nunca chegaremos-a-ser brancos, nunca chegaremos-a-ser norma e já não cavalgaremos buscando a inatingível maçã. 

Existir fora da norma, em tempos de mercantilização e objetificação quase absolutas do corpo-mercadoria ou do corpo-furado-de-balas; existir como mulher, como indígena, como favelada, existir como não-binário, existir como ponto fora da reta do progresso passou a ser, em si mesmo, resistir com o corpo à normalização imposta. 

A questão colocada passa a ser como resistir e re-existir, passa a ser como provocar mudanças na realidade que permitam a vida em sua farta multiplicidade sem que nenhuma hierarquia produza a maneira de existir que comportaria todas as demais, arvorando-se a ser, portanto, superior às demais por possuir o atributo da universalidade, que nas outras falta. 

Que tipo de mundo permitiria que a vida e seus arranjos estivessem libertos da normalização-mercadoria? Se estar vivos é resistir, que precisamos fazer desse resistir para caminhar para uma maneira de existir que esteja livre? 

Não haverá liberdade a ninguém enquanto não houver a libertação da vida inteira, porque apoiar a própria liberdade individual sobre a mera recusa em participar do jogo surge como isenção da responsabilidade pelo que possa ser do futuro, isenção que não existe. 

A cooptação de alguns poucos dentre nós anormais, que muitas vezes tem servido como “prova irrefutável” de que esse vir-a-ser de “sucesso” seria possível à todes que se esforcem, é a essência da meritocracia e reafirma a regra de que não cabemos todos no sonho dourado do comercial de margarina. Mais que isso, nos revela que estar na propaganda é só isso mesmo: ser personagem de uma ficção vendável, muito distante do que poderia ser concebido como saúde, como viver bem, como felicidade ou com o bem viver.

 Assim, mesmo que o Mercado, que os Itaús, Bradescos, Avons, Agros, Krotons e Black Money´s comercializem nosso gênero, nossa cor e nossos corpos atravessados pela experiência histórica não universal, nunca haverá lugar para todes, uma vez que constituímos imenso batalhão que só se pode contemplar com uma alteração nas estruturas de nossa sociedade.

Uma concepção de saúde associada ao conteúdo radical do que poderia ser a experiência de bem-viver para todes – única possibilidade bloqueadora do progresso genocida – pode e precisa ser construída desde o olhar e história dos povos colonizados, das mulheres, das crianças, da natureza e de toda a vida subalternizada pela máquina mortífera. Recuperando nossa história como povos livres, como assinala Beatriz do nascimento, compreendendo a nós mesmos e às formas de vida anteriores ao disciplinamento ocidental.

Conduzir-nos na história em direção a um futuro observado pelo espelho retrovisor. 

La idea de la salud colonial y la producción de enfermedad colonizada: salud, control y poder.

Traduccion Gaia Minacori

Edificio

No siempre el término social se comprende en la vida de manera “positiva” con la que intuimos su sentido y aclamamos su presencia.

500 años después del marco fundador de nuestra enfermedad gradual y expansiva, llegamos a experimentar un tipo de desarrollo que “socializó” muchas desgracias, al paso que concentro la súper acumulación de las riquezas que producimos como pueblo y que, alienadas de nosotros, sostienen los cañones que apuntan hacia nuestras vidas.

Más de 470 años después del mismo marco, Foucault nos alertaría sobre nuestra “desatención” en comprender dentro de cada contexto histórico – cuál es el sentido de social que buscamos rumbo a la emancipación de la vida, humana y no humana.

La emancipación humana presupone la emancipación del cuerpo y a pesar de que nos olvidemos de eso – siempre que reproduzcamos algún dispositivo de control y poder sobre otra vida- el capital nunca se olvida y disputa incondicionalmente el control de los cuerpos, perfeccionando maneras cruelmente sofisticadas de disciplinarnos, contener, amoldar, homogeneizar, controlar, manipular, usurpar, oprimir y explotar.

En este sentido, la idea de que la salud tal y como la conocemos o tal como fue socializada, representa una cadena de elaboraciones que tomaron distintas formas en la historia, pero parecen tener un punto fundador: el momento de la colonización, al menos encarando la historia desde una visión tan mixta como la de un nativo de Pindorama.

La medicina ha sido constructora y al mismo tiempo construcción de la idea de alguna síntesis universal capaz de englobar todas las particularidades (síntesis de nuestra humanidad), mostrándose como una de las entidades selectas legítimas para definir lo que es o no es normal (definiendo la norma), para definir lo que es o no es saludable (definiendo la salud), para definir lo que es o no es limpio, sano, deseable, funcional, inteligente, equilibrado y lindo.

Este edificio racional se erige por arriba de un océano de cuerpos colonizados, que expresan en si existencias que escapan de la norma, cuerpos que no poseen la piel o los habitos del colonizador (que es la síntesis humana) y que son arrastrados hacia afuera de lo “normal”, tragados por la centrifuga y homogeneizadora figura del “otro”. Toda existencia que contrasta con la síntesis universal (blanco-hombre-hétero-burgués-binario) es transformada en una pasta pretensamente homogénea y anormal, que el colonizador comprende por la ausencia de normalidad, por la ausencia de su experiencia particular (que él define y cree como universal) y, definiendo por la ausencia, diseña un va a ser  que buscara (o debería buscar) llegar a ser la norma.

Definiendo a todo lo que no sea como él y su trayectoria por ausencia, el cuerpo-idea colonizador – que es abundante –  se decreta otorgado a conducir, dirigir, tutear, enseñar, entrenar, disciplinar, normatizar y normalizar toda la vida. Se auto-legitima con la escusa de que colabora con ese va a ser de vidas y pueblos que, de tan atrasados, no lo son todavía.

Para esa idea de va a ser, que camina en línea recta con el tiempo del progreso, toda rebeldía a esa disciplina, toda rebelión contra la norma, toda manifestación de existencia que ose definirse por lo que es, y no por algo que supuestamente le falta, debe ser punida, castigada, encarcelada, aislada, internada, dopada, mutilada, amoldada o hasta eliminada. 

Es una falla en el plan. Una curva en la senda del desarrollo. Un problema en la celda de una lógica que debería funcionar universalmente sin errores o confusión. 

Caída

Esa idea universal, idea de que hay algo omnipresente y equivalente general de cualquier particularidad nos recuerda la centrifugación de la mercadería, que se alimenta arrastrando todo hacia su círculo homogeneizador, que opera con las leyes ciegas del mercado y valoración; que solo sobrevive tragándose todo y, por lo tanto, contradictoriamente no puede simplemente eliminar todo lo que sea “otro”, todo lo que sea “anormal”.  Ella precisa extorsionar permanentemente y para eso establece mecanismos de transfusión de vida.

Todo cuerpo fuera de la norma, sufre con ella, sufre por nunca alcanzarla, ya que ella es inalcanzable para todos – como la manzana colgada como cebo para el caballo. Todo cuerpo que escapa a la norma existe a pesar de la norma, arrastrándose de la norma, escapando de las balas que asesinan mucho más a los cuerpos negros, femeninos, pobres y periféricos, burlando a la criminalización de sus cultos, color, memorias y el ocultamiento de la propia historia debajo del tapete (Persa) de la historia universal. Nos decía Foucault:

“el control de la sociedad sobre los individuos no se efectúa solamente a través de la  conciencia o por la ideología, sino también en el cuerpo y con el cuerpo 2)Foucault M. O nascimento da medicina social. In: Foucault M Microfísica do poder. 20ª edição. Rio de Janeiro: Graal; 1979

La tecnología del cuerpo social – que divide cuerpo y mente, que separa individuo y comunidad y que aparentemente estaría individualizada en la atención, el diagnostico, propuesta y tratamiento individual de enfermedades –  es en realidad la aplicación masiva de instrumentos de control que inyectan animo al cuerpo cansado, para que siga trabajando y produciendo adecuadamente para el capital. Ó que disciplinan violentamente y dopan la fuerza de trabajo que se rebela contra las lógicas del tiempo, competitividad y productividad del capital. A veces la rebelión es intencional, asociada al cuestionamiento del sistema. Pero en la mayoría de los casos, el cuerpo da señales de que ya no soporta, antes de que la cabeza pueda entender el significado de este agotamiento estafador.

La enfermedad física y/o psicológica alcanza números alarmantes, la depresión es banalizada como el mal del siglo, la violencia se generaliza con la urbanización – que define hoy también el ritmo del campo. El pueblo indígena sigue siendo perseguido, violado y asesinado. El pueblo negro continua encadenado en el bajo salario,  en el hambre, en las prisiones, en el trabajo esclavo, en los hospicios y colas de farmacias con promociones donde se puede comprar un medicamente y ganar el doble. 

Cumplir la norma se vuelve improbable para todos y todas. La heteronormalización, el machismo, el racismo, la sociedad de clases arrastran a la mayoría de los pueblos de la tierra al batallón de anormales. La familia tradicional, el monoteísmo (cristiano o no, católico, pentecostal, ó neo pentecostal), la superioridad técnica, el desarrollo, el progreso, el sapiens dominante sobre la naturaleza amorfa, todo eso arrastra a casi toda la vida humana y no humana hacia los batallones de anormalidad, y hasta el curso de los ríos es alterado en nombre de la santísima norma.

El batallón es enormemente numeroso y se amplían, todavía más complexas, las dificultades para mantener sobre él el control y la disciplina.

Existir fuera de la norma, en tiempos de super monitoreo, ultra disciplina, encarcelamiento, precarización, privatización y genocidio pasó a ser, en sí mismo, resistir con el cuerpo la normalización impuesta.

Negros y negras se dan cuenta de que alisar su pelo no resuelve nada, de que nunca llegaran a ser blancos, nunca llegaran a ser la norma, y ya no cabalgaremos buscando la inalcanzable manzana.

Existir fuera de la norma en tiempos de mercantilización y objetivación casi absolutas del cuerpo-mercancía  o del cuerpo agujereado de balas; existir como mujer, como indígena, como villera, existir como no binario, existir como punto fuera de la recta del progreso, pasó a ser en sí mismo, resistir con el cuerpo la normalización impuesta.

La cuestión colocada pasa a ser cómo resistir y re-existir, pasa a ser cómo provocar cambios en la realidad que permitan la vida en su gran multiplicidad sin que ninguna jerarquía produzca la manera de existir que comportaría todas las demás, arbolándose a ser, por lo tanto, superior que las demás por poseer el atributo de la universalidad, que falta en las otras.

¿Qué tipo de mundo permitiría que la vida y sus arreglos estuvieran liberados de la normalización-mercantil? Si estar vivos es resistir, ¿qué necesitamos hacer con este resistir para caminar hacia una manera de exististencia que sea libre?

No habrá libertad para nadie mientras no exista la liberación de la vida entera, porque apoyar la propia libertad individual sobre el mero rechazo de participar del juego surge como intento de  alejarse de la responsabilidad por lo que pueda ser del futuro, alejamiento que no existe.

La cooptación de algunos pocos de entre nosotros anormales, que muchas veces sirvió como “prueba irrefutable” de que ese  va a ser  es “exitoso” y que sería posible para todos los que se esfuercen, es la esencia de la meritocracia y reafirma la regla  de que no entramos todos en el sueño dorado del comercial de la margarina. Más que eso, nos revela que estar en la propaganda es solo eso mismo: ser un personaje de ficción vendible, muy distante de lo que podría ser concebido como salud, como vivir bien, como felicidad o como el bien vivir. 

De esta forma , aunque el mercado, aunque los Itaús, Bradescos, Avons Agros, Krotons, y Black Monkey´s comercialicen nuestro genero, nuestro color y nuestros cuerpos atravesados por la experiencia histórica no universal, nuca habrá lugar para todes, una vez que constituimos un inmenso batallón que solo se puede contemplar con una alteración de las estructuras de nuestra sociedad. 

Una concepción de salud asociada al contenido radical de lo que podría ser la experiencia del “buen- vivir” para todes – única posibilidad bloqueadora del progreso genocida – puede y precisa ser construida desde la mirada e historia de los pueblos colonizados, de las mujeres, de los niños, de la naturaleza y de toda la vida subordinada por la maquina mortífera. Recuperando nuestra historia como pueblos libres, como señala Beatriz del nacimiento, comprendiéndonos a nosotros mismos y las formas de vida anteriores a la disciplina occidental.  

Conducirnos en la historia hacia un futuro observado por el espejo retrovisor.

Notas   [ + ]

1, 2. Foucault M. O nascimento da medicina social. In: Foucault M Microfísica do poder. 20ª edição. Rio de Janeiro: Graal; 1979

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