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Desde la incorporación forzada en 1894, la historia de la Costa Caribe de Nicaragua ha estado marcada por la colonización y explotación de los territorios indígenas y afrodescendientes, favoreciendo la hegemonía mestiza y despojando a las comunidades de sus formas de vida y su relación con la Madre Tierra. A pesar de contar con leyes que protegen sus tierras, el neocolonialismo persiste a través de concesiones mineras, madereras y pesqueras, mientras el gobierno impone sus autoridades y promueve el neoextractivismo, perpetuando todas estas opresiones.
Esta invasión afecta a las prácticas culturales, los medios de vida y la gobernanza territorial propia de la región, creando tensiones con las políticas gubernamentales de cohabitación entre las comunidades y los colonos invasores. La cohabitación es rechazada por las comunidades indígenas y afrodescendientes, que exigen el cumplimiento de sus derechos ancestrales y condenan la masiva y violenta invasión ilegal de sus territorios.
En este contexto, las mujeres indígenas y afrodescendientes desempeñan un papel crucial en la resistencia, enfrentándose no sólo a la violencia y el despojo, sino también al patriarcado, el racismo y la colonización capitalista que afectan a nuestras formas de vida y cosmovisión.
A través de las experiencias y las voces de las mujeres indígenas y afrodescendientes en la narrativa de este video, se cuentan las historias de vida de Wanda, Krasa y Slilma, destacando la diversidad y la fuerza de la resistencia en la lucha contra la explotación de sus recursos, la invasión de sus territorios, la violencia y la corrupción que amenazan sus vidas, su patrimonio y su autonomía.
Queremos expresar nuestro agradecimiento a todas las mujeres que contribuyeron con sus vivencias y conocimientos para hacer posible este video. Es a través del trabajo en red que lograremos amplificar las voces silenciadas por la violencia, el miedo y la opresión. También extendemos nuestro agradecimiento a quienes están viendo este video y contribuyen a su difusión. Su apoyo es fundamental para dar visibilidad a esta causa.
Este video se construye a partir de las historias de vida de mujeres indígenas y afrodescendientes en la Costa Caribe de Nicaragua que por su seguridad se mantienen en Anonimato.
Las siguientes organizaciones respaldan la veracidad e los testimonios compartidos: Revista Amazonas, O Istmo y Escuela Feminista Abya Yala.
.Versión en español
Versión en Kriol con subtítulos en Portugués
Versión en la lengua indígena Miskitu

Guardiãs do Caribe: Mulheres indígenas e afrodescendentes na luta e proteção de seus territórios
Desde a incorporação forçada em 1894, a história da costa caribenha da Nicarágua tem sido marcada pela colonização e exploração de territórios indígenas e afrodescendentes, favorecendo a hegemonia mestiça e despojando as comunidades de seus modos de vida e de sua relação com a Mãe Terra. Apesar de haver leis que protegem suas terras, o neocolonialismo persiste por meio de concessões de mineração, extração de madeira e pesca, enquanto o governo impõe suas autoridades e promove o neoextrativismo, perpetuando todas essas opressões.
Essa invasão afeta as práticas culturais, os meios de subsistência e a governança territorial da região, criando tensões com as políticas governamentais de coabitação entre as comunidades e os colonos invasores. A coabitação é rejeitada pelas comunidades indígenas e afrodescendentes, que exigem o cumprimento de seus direitos ancestrais e condenam a invasão ilegal, massiva e violenta de seus territórios.
Nesse contexto, as mulheres indígenas e afrodescendentes desempenham um papel crucial na resistência, enfrentando não apenas a violência e a desapropriação, mas também o patriarcado, o racismo e a colonização capitalista que afetam nossos modos de vida e cosmovisão.
Por meio das experiências e vozes de mulheres indígenas e afrodescendentes na narrativa desse vídeo, são contadas as histórias de vida de Wanda, Krasa e Slilma, destacando a diversidade e a força da resistência na luta contra a exploração de seus recursos, a invasão de seus territórios, a violência e a corrupção que ameaçam suas vidas, seu patrimônio e sua autonomia.
Gostaríamos de agradecer a todas as mulheres que contribuíram com suas experiências e conhecimentos para tornar este vídeo possível. É por meio do trabalho em rede que amplificaremos as vozes silenciadas pela violência, pelo medo e pela opressão. Também estendemos nossos agradecimentos às pessoas que estão assistindo a este vídeo e contribuindo para sua divulgação. Seu apoio é fundamental para a visibilidade desta causa.
Este vídeo é construído a partir das histórias de vida de mulheres indígenas e afrodescendentes da costa caribenha da Nicarágua que, para sua segurança, permanecem anônimas.
As seguintes organizações apoiam a veracidade dos testemunhos compartilhados: Revista Amazonas, O Istmo e Escuela Feminista Abya Yala.
Versão em espanhol
Versão em kriol com legendas em português
Versão na língua indígena Miskitu


